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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Italianos, luz para Batatais e região

A comunidade italiana de Batatais e região mobilizada pela Festa di San Gennaro, que prossegue hoje e amanhã (6 e 7 de setembro) e termina entre 10 e 12 de setembro, próximo final de semana, portanto. É a décima nona edição da Festa, concebida para resgatar e homenagear a enorme contribuição da comunidade italiana no desenvolvimento da cidade. Diversas organizações locais se envolvem a cada ano na preparação das atividades, que em 2010 novamente abrangem shows, concursos, missa em italiano com canto gregoriano e, claro, a maravilhosa culinária.
A influência italiana é impressionante em São Paulo e Minas Gerais. O movimento migratório mais forte, entre a Itália e essas regiões, ocorreu entre 1870 e 1930. Momento de transição do escravismo para o trabalho assalariado. Grande parte dos italianos que vieram para cá passou a trabalhar na cultura do café, cuja expansão aconteceu exatamente nessa época, igualmente impulsionada pela ampliação da rede ferroviária. No caso de Batatais e região, com o impacto específico da Companhia Mogiana, que tinha sua sede em Campinas.
Os Livros de Registro de Entrada de Imigrantes, que permaneciam na Hospedaria do Imigrante, em São Paulo, indicam que a 24 de março de 1887 chegava no Porto de Santos o navio Savoie. A bordo, 144 pessoas que tinham como destino Batatais, que na época passava por um momento de crescimento já sob o impulso do café. E desde as últimas décadas do século 19 a presença italiana foi cada vez mais forte em Batatais e região.
Entre outras contribuições de italianos estabelecidos na cidade, podem ser nomeados o primeiro hotel e a primeira fábrica de cerveja de Batatais, criados respectivamente por Pedro Mascagni e Miguel Pucinelli, conforme citação de Jean de Frans no artigo "Italianos de Outrora", (in "O Jornal", 26 de outubro de 1943, citado por "A arquitetura de Batatais 1880 a 1930", de Maria Stela Teixeira Fernandes Dutra, em sua dissertação de mestrado na Unicamp).
A mesma Maria Stela Dutra cita a enorme contribuição dos italianos para a construção civil em Batatais, como as do empreiteiro Annunciato Gallo e dos engenheiros-arquitetos Julio E.Latini e Carlos Zamboni, responsáveis por exemplo pela nova Igreja Matriz, onde estão as famosas obras de um descendente de italianos, Cândido Portinari.
É infindável a lista de obras, projetos e outras contribuições de italianos e seus descendentes na vida de Batatais e de toda a região. Sempre movidos por uma enorme fé e capacidade de trabalho, com alegria e esperança.
Meu grande abraço, bela região. (José Pedro S.Martins)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A cultura viva da bela região

AACP "Maestro Nino Delicatti" (Casa da Cultura de Itamogi)

A Casa da Cultura de Itamogi, sede da Associação Artística, Cultural e Pedagógica "Maestro Nino Delicatti", e a Praça São João Batista são alguns dos espaços das múltiplas atividades durante o mês de setembro, em Itamogi, como parte da Segunda Jornada Mineira do Patrimônio Cultural. Música, teatro, dança, visitas a patrimônio histórico estão na agenda.
Apenas uma amostra da pulsação cultural permanente na bela região de Itamogi, Santo Antônio da Alegria, Monte Santo de Minas, SS Paraíso, Altinópolis e Batatais. O multicolorido da cultura, espelhando o espírito do povo, os sentimentos mais íntimos, os valores mais sólidos. Cultura popular e erudita, uma mescla de ritmos e perspectivas.
Altinópolis é considerada um museu a céu aberto, pelas obras de Bassano Vaccarini espalhadas por diversos pontos do espaço urbano. A cidade que transpira cultura. A cultura que flui por todos os poros de Batatais, onde está o maior acervo sacro do gênio Cândido Portinari, terra ainda de José Olympio Pereira Filho, um dos maiores nomes da história editorial brasileira.
Uma região intensamente musical, berço de um Deo Lopes (de Santo Antônio), Tiãozinho (Itamogi) e de um Milionário (de Monte Santo), onde Niltinho e Amaraí escolheram viver (em SS Paraíso) e onde nasceram o compositor Calimério Soares (também em Paraíso) e a maestrina Flávia Nori Bombonato (de Batatais), entre tantos outros nomes.
Mas uma região acima de tudo rica em diversidade e talentos, como de um ator Milton Gonçalves (de Monte Santo de Minas) e de uma artista plástica Anna Maria Badaró (de Itamogi). E a impressionante cultura popular das Congadas, do Moçambique, da Catira, que se espalha por todos recantos da região. Um pilar da cultura e do folclore do Brasil. Vida em abundância. (Por José Pedro S.Martins)