Ele caminha calmo, tranquilo, pelas ruas de Itamogi, sudoeste de Minas Gerais, onde voltou a morar, quatro décadas depois. Mora em Itamogi, mas é titular da paróquia de Senhor Bom Jesus de Guardinha, distrito de São Sebastião do Paraíso. Itamogi foi a primeira paróquia que o jovem padre Nelson assumiu, entre 1971 e 1975, período em que a cidade passou por transformações profundas e quando foi um microcosmo perfeito da realidade brasileira da época. O país vivia o auge da ditadura militar e ansiava por mudanças. Depois de implantar todos os projetos que idealizara, o religioso assumiu novos desafios, passando por São José da Barra-Furnas, Passos, Bom Jesus da Penha e, agora, Guardinha, morando em Itamogi, que ele ama com todas as forças. (Ver mais em HISTÓRIAS DA BELA REGIÃO)
Histórias sobre Campinas, região metropolitana e bacia do rio Piracicaba. O povo da região, a cultura, o meio ambiente, ideias sobre o hoje e os desejos para o amanhã. E as impressões de viagem de um jornalista mineiro vivendo em Campinas e região há 30 anos. Claro, saudoso, também escreve sobre a região de onde veio - Itamogi, Monte Santo de Minas, São Sebastião do Paraíso, Santo Antonio da Alegria, Altinópolis, Batatais...
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domingo, 29 de maio de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Organizações regionais de municípios elegem suas diretorias para 2011
No dia 12 de janeiro será eleita a nova diretoria da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG), da qual fazem parte São Sebastião do Paraíso e outros 16 municípios. A Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana (AMOG), integrada por Itamogi e outros 14 municípios, já elegeu sua diretoria para 2011, presidida por Álvaro Mariano Júnior, prefeito de Juruaia.
A AMEG foi presidida em 2010 pelo prefeito de São Sebastião do Paraíso, Mauro Lúcio da Cunha Zanin. A diretoria para 2011 da AMOG é formada ainda por Roberto Luciano Vieira, prefeito de Guaxupé (primeiro vice-presidente), e Ronei Vitor de Brito, prefeito de Nova Resende (segundo vice-presidente).
A provável estruturação de um consórcio intermunicipal, para a destinação de resíduos, é um dos desafios em 2011 para a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG). Em fevereiro será realizada a oficina de capacitação para formatação de propostas para entidades governamentais, destinada a técnicos dos municípios do Médio Rio Grande. Também em fevereiro deve ser inaugurada a sede da AMEG, em Passos.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Estudo mostra mudanças no perfil da economia de São Sebastião do Paraíso e região
O Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) da Região do Médio Rio Grande mostra que o perfil da economia na região de São Sebastião do Paraíso passa por mudanças significativas. O estudo, preparado pela Fundação de Ensino Superior de Passos, mostra que a Região do Médio Rio Grande aumentou sua presença no PIB do estado de Minas Gerais, entre 2002 e 2006, de 2 para 2,5%.
Nesse período, Passos e São Sebastião do Paraíso diminuíram seu peso no conjunto da economia do Médio Rio Grande. Passos declinou sua participação no PIB regional de 24,1% para 20% e Paraíso de 17,1% para 15%. Parece haver, então, uma tendência de desconcentração das atividades econômicas. Os principais incrementos de participação foram de São José da Barra (de 5,8% para 10,2% do PIB regional) e São João Batista do Glória (de 6,1% para 10,1%). Ibirici aumentou sua participação no Produto Interno Bruto regional de 8,4% para 10,9%.
De acordo com o PDR da Região do Médio Rio Grande, café, milho e, de forma crescente, cana, somam 90% da área plantada nos 17 municípios. O produto mais tradicional da região, café, declinou a produção de 136 mil toneladas em 2000 para quase 100 mil em 2006 e 58 mil em 2007, com o patamar mais baixo em 2003, com 43 mil toneladas.
Por outro lado, a área plantada com milho cresceu de 45,8 mil hectares para 58 mil hectares entre 2000 e 2007. E a área plantada com cana avançou de 16,5 mil hectares para 19,6 mil hectares no período. Aumentos substanciais nas áreas plantadas com cana em Delfinópolis (1.800 para 4.340 hectares) e São Sebastião do Paraíso (400 para 2000 hectares).
O estímulo ao turismo regional é uma das alternativas econômicas promissoras, de acordo com o PDR. O entorno da represa de Furnas, o Circuito das Montanhas Cafeeiras e as festas como de Congadas são áreas que merecem maior investimento. O Plano também estipula o incremento dos Arranjos Produtivos Locais, de modo a agregar mais valor e aumentar a produtividade e geração de renda dos produtores locais, nas áreas de café, leite, cana, milho, mas também de fruticultura, psicultura, couros e têxteis, movelaria, mineração e material hospitalar.
A Região do Médio Rio Grande é composta pelos municípios de Capetinga, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Guapé, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Piunhi, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Sebastião do Paraíso e São Tomás do Aquino.
Região de Paraíso, no Médio Rio Grande, terá 360 mil habitantes em 2020 e vida mais urbana
A Região do Médio Rio Grande, composta por São Sebastião do Paraíso e outros 16 municípios, terá quase 360 mil habitantes (exatos 357.547, na previsão) em 2020. A estimativa está contida no Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) da Região do Médio Rio Grande, trabalho executado pela Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), contratada pelo Consórcio Intermunicipal do Médio Rio Grande - CIMEG. O Consórcio foi constituído a partir da iniciativa do governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional e Política Urbana (SEDRU), de apoiar a Associação dos Municípios do Médio Rio Grande.
Os dados populacionais do PDR da Região do Médio Rio Grande, assim como de todas regiões do Brasil, obviamente serão modificados, inclusive em suas estimativas, em função dos resultados do Censo 2010. Entretanto, as projeções incluídas no PDR (de 2009) produzido pela Fundação de Ensino Superior de Passos são um ótimo indicador das tendências verificadas em toda a região do Sudoeste de Minas Gerais.
A previsão de 357.547 moradores em 2020, contra 343.104 em 2008, considerou um crescimento da média anual da população na região de 0,53%, abaixo da média estadual, de 1,07%, verificadas no período 2000-2007. A população na região cresce, portanto, muito menos do que outras áreas de Minas Gerais. Em 1970 a população na região do Médio Rio Grande era de 205.793 moradores.
Outra tendência muito importante comprovada pelo estudo da Fundação de Ensino Superior de Passos é a da urbanização cada vez maior na região. Em 1970, 57% dos moradores da região viviam na zona urbana, e em 2000 já eram 83% dos habitantes vivendo na zona urbana, e somente 17% na zona rural. Em alguns municípios a mudança foi ainda mais drástica. Em São Tomás do Aquino, 37% apenas dos moradores viviam na zona urbana em 1970, e em 2000 já eram 74% vivendo na zona urbana. Em 2000, o maior índice de urbanização era o de Itaú de Minas (97% morando na zona urbana) e o menor em Guapé (46% na zona urbana).
A Região do Médio Rio Grande é composta pelos municípios de Capetinga, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Guapé, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Piunhi, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Sebastião do Paraíso e Santo Tomás do Aquino.
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