Mostrando postagens com marcador Batatais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Batatais. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A topiaria em Batatais, a "cidade dos mais belos jardins"




A geometria do verde, a textura do inesperado. A topiaria, arte de esculpir na vegetação, é um dos patrimônios da estância turística de Batatais. O seu resgate é um símbolo do desejo de cidades saudáveis, sustentáveis e felizes. (Ver ensaio em OLHARES)

sábado, 19 de março de 2011

Bacia do Rio Grande sofre com falta de tratamento de esgotos e depósito inadequado de lixo


A Bacia do Rio Grande, compreendendo o Sul de Minas Gerais e Nordeste de São Paulo, sofre com a falta de tratamento de esgotos e com a destinação inadequada de resíduos sólidos urbanos. Esta é uma das conclusões do Diagnóstico da Situação dos Recursos Hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Grande (BHRG) - SP/MG, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado ao governo de São Paulo. Encontrar caminhos para o tratamento de esgotos e destinação correta do lixo na região é um dos desafios da Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio Grande, que será instalado em junho de 2011 (Ver post abaixo).
O território que corresponde à bacia do Rio Grande tem 143 mil quilômetros quadrados, sendo 60,20% em Minas Gerais e 39,80% em São Paulo. São 393 municípios na bacia, sendo 179 (45,55%) em São Paulo, incluindo Altinópolis, Batatais e Santo Antônio da Alegria, e 214 (54,45%) em Minas Gerais, incluindo Itamogi, Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso. São cerca de 9 milhões de moradores, o que significa o segundo Comitê de Bacias Interestadual em população no Brasil, atrás somente do Comitê do Rio São Francisco, onde moram mais de 16 milhões de pessoas em sete estados. Ribeirão Preto, Franca e Uberaba são os municípios mais populosos na bacia do Rio Grande.
56% da área da bacia são cobertos com pastagem e 36% com culturas agrícolas, restando apenas 3,38% de vegetação nativa, sobretudo de Cerrado, o que indica um dos grandes desafios ambientais na região. O rio Grande nasce na Serra da Mantiqueira, em Bocaina de Minas, a cerca de 1980 metros de altitude, e deságua no rio Paraná, na divisa dos municípios de Santa Clara do Oeste (SP) e Carneirinho (MG). São 13 barragens no percurso do rio Grande, cuja bacia representa 8% da capacidade instalada de geração de eletricidade do Brasil, propiciada por 71 hidrelétricas.
Os principais afluentes do rio Grande são, na margem direita, rios das Mortes, Jacaré, Santana, Pouso Alegre, Uberaba e Verde ou Feio. Na margem esquerda, estão os rios Capivari, Verde, Sapucarí-Mirim, Sapucaí (de Minas), Pardo, Sapucaí (de São Paulo), Mogi-Guaçu e Turvo.
A bacia do rio Grande conta com mais de 30 mil estabelecimentos industriais, 54% deles em território paulista. A região tem um rebanho de mais de 94 milhões de cabeças, sendo 86 milhões de galináceos, 7 milhões de bovinos e 1,5 milhão de outros. No total, corresponde a 30% do rebanho de São Paulo e Minas Gerais juntos.
São múltiplos os desafios a equacionar, e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande terá o papel de encontrar caminhos para solucioná-los. Somente em território paulista, entre 2002 e 2005 foram identificadas 344 áreas contaminadas. Também em espaço paulista, foram identificadas 1.647 feições erosivas entre 1987-2007.
O estudo do IPT mostra que 34% da porção mineira da bacia do Rio Grande representam terrenos com erosão agravada por desmatamento generalizado ou queimada e/ou pastoreio em campo tropical. A pior situação é a das sub-bacias do Baixo e Médio Rio Grande e a do Entorno do Reservatório de Furnas, com 94,43%, 72,78% e 64,17%, respectivamente, de área com aceleração da erosão. Itamogi, Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso estão localizados na sub-bacia do Médio Rio Grande.
Outros desafios são apontados no estudo do IPT. Um deles está relacionado ao dos óbitos e internações decorrentes de doenças de veiculação hídrica. Foram 345 óbitos somente em 2006, sendo 70% deles registrados em território paulista. Outro ponto crítico se refere ao monitoramento de poços d´água. Somente 45 poços tinham monitoramento. Somente 3% do território da bacia são abrangidos por Unidades de Conservação. E apenas 15% da extensão dos rios da bacia tinham monitoramento. Números que indicam o grande trabalho que o CBH do Rio Grande terá pela frente. (JPSMartins)

terça-feira, 8 de março de 2011

Castelo é campeã do Carnaval 2011 de Batatais

Por uma diferença de apenas 0,25 em relação à Unidos do Morro, a Castelo é a escola campeã do Carnaval 2011 de Batatais, chegando ao décimo oitavo título de sua história. O terceiro lugar ficou com a Acadêmicos do Samba. Apesar das chuvas, o Carnaval batataense voltou a atrair milhares de foliões de toda região.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval 2011 de Batatais mantém a tradição da beleza

Na ponta da passarela, este o tema do Carnaval de 2011 de Batatais (SP), que mantém a tradição de beleza e originalidade. Com estas credenciais, se firmou nas últimas décadas como um dos melhores Carnavais de rua do interior do Brasil.
A festa começa neste sábado, dia 5, às 21 horas, com a entrega pelo prefeito José Luis Romagnoli das chaves da cidade para o Rei Momo e sua corte. Às 22 horas tem início o desfile no sambódromo "Carlos Henrique Cândido Alves", com a apresentação da escola de samba Riachuelo e, depois, da Unidos da Liberdade e Acadêmicos do Samba.
"Da pedra lascada à era informatizada" é o tema da Riachuelo em 2011, resgatando a trajetória da escrita através dos tempos. O tema da Unidos da Liberdade é "A Freguezia dos Batataes: nossa história", documentando a hsitória da cidade. E o tema da Acadêmicos do Samba é "A Vila oferece rosas, a majestosa Rosa que que faz a Vila Isabel", homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, uma das referências do Carnaval do Rio de Janeiro.
No domingo, dia 6, os desfiles começam às 21h30, primeiro com os blocos do Fantasma e Estação do Samba, seguidos das escolas Unidos do Morro e Castelo. A Unidos entrará no sambódromo com o tema "De orgulho e raça abasteci meu coração, sou brasileiro, sou Morro, acelerando a emoção". Uma exaltação á paixão do brasileiro pelo automobilismo, não faltando a homenagem a Ayrton Senna. A Castelo desfilará o tema "Castelo canta o conto... e aumenta um ponto". Um tributo à bela arte da contação de histórias.
Às 9 horas da manhã de segunda-feira, dia 7, começa a apuração dos vencedores. Às 21h30 de segunda começa o desfile do bloco campeão e das três escolas vencedoras. No dia 8, a partir das 17 horas, o Carnaval popular.
Com temas fortes, o Carnaval de Batatais mantém então sua aura. Desde a década de 1950, o Carnaval vem se firmando na cidade. Em 1954 a Sociedade Beneficente Recreativa Princesa Isabel fez um desfile histórico, no Largo da Matriz, atual praça Cônego Joaquim Alves. Este foi o endereço dos primeiros desfiles, mas com o crescimento exponencial, em particular a partir da década de 1970, os desfiles foram transferidos para a avenida Nove de Julho, já nos anos 1980.
Foi o momento do salto à frente, com a criação da União das Escolas de Samba Batataenses (UESB). A avenida Nove de Julho ficou pequena, e os desfiles foram novamente transferidos, para as avenidas 14 de Março e Moacyr Dias de Morais.
Em 2005, aconteceu o primeiro desfile no sambódromo "Carlos Henrique Cândido Alves", em anexo do Parque de Exposições "Antonio Carlos Prado Batista". Faz muito sentido, pois é nesse espaço onde é realizada a outra grande festa de Batatais, a Festa do Leite, em sua trigésima sétima edição em 2011.
Batatais é uma cidade que cultiva a arte e a beleza. Uma bela arquitetura, na região central, construída entre o final do século 19 e início do século 20, com a influência de italianos. Momento do auge do café, representado pelo fato de que o intendente de Batatais de 1897 a 1900, Washington Luiz, tornou-se governador de São Paulo (1920-24) e presidente da República (1926-1930).
A vocação artística de Batatais continuaria com as importantes obras de Cândido Portinari na matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde. E também com a bela topiaria nos jardins da praça Cônego Joaquim Alves e em outros pontos da cidade, terra natal do editor José Olympio.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Região mobilizada para o Carnaval 2011

A região já está mobilizada para o Carnaval 2011. As cidades que têm tradicional Carnaval de rua já divulgaram suas agendas. São esperadas milhares de pessoas na região para o descanso nas cachoeiras e outras atrações e, claro, para a festança de Momo.
Em Monte Santo de Minas, a largada será no dia 4 de março, com a Banda Pau Elétrico no Trio Caracol. No mesmo Trio Caracol, as atrações serão a Banda Liga Axé (dia 5), Banda Lança Perfume (dia 6), Banda do Guetto (dia 7) e Fernanda Rocha e Banda (dia 8), além da presença do DJ Will todos os dias.
No dias 5 e 7 de março, o Carnaval de Monte Santo também terá o tradicionalíssimo desfile da Escola de Samba Braz, e no dia 6 o desfile da Escola de Samba Tom Maior, diretamente do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. A realização é da Prefeitura de Monte Santo de Minas. Atividades na rua dr.Pedro Paulino da Costa, no coração de Monte Santo.
Batatais - Em Batatais, que também tem um tradicional Carnaval de rua, os ingressos para os desfiles começam a ser vendidos dia 21 de fevereiro, na sede da União das Escolas de Samba Batataenses (UESB), localizada em anexo ao Teatro Municipal "Fausto Bellini Degani", entre 13 e 18 horas. "Na ponta da passarela" é o tema do Carnaval de 2011 da Estância Turística de Batatais.
Nos dias 2 e 3 de março haverá ensaio técnico, no Sambóbromo "Carlos Henrique Cândido Alves". A abertura oficial será dia 5, a partir das 21 horas. Em seguida, o desfile das escolas Riachuelo, Unidos da Liberdade e Acadêmicos do Samba. No dia 6, com início às 21h30, desfile dos blocos Fantasma e Estação do Samba, e das escolas Unidos do Morro e Castelo.
A apuração da vencedora do Carnaval 2011 de Batatais acontecerá dia 7, a partir das 9 horas, no Sambódromo, e o desfile das campeãs será à noite do mesmo dia. No dia 8, Monas e Dondocas no Carnaval popular, a partir das 17 horas. Outras cidades da região também terão muitas atrações durante o Carnaval de 2011.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BLOG BELA REGIÃO no Dia Mundial da Água das Nações Unidas


O blog BELA REGIÃO foi incluído entre as organizações voltadas para promover o Dia Mundial da Água de 2011, uma campanha das Nações Unidas. O Dia Mundial da Água, a 22 de março, terá este ano como tema Água para as cidades: respondendo ao desafio urbano. O objetivo de UN Water, o setor das Nações Unidas que promove o Dia Mundial da Água, é promover uma reflexão em escala internacional sobre o impacto do rápido crescimento da população urbana, a industrialização e a incerteza causadas pelas mudanças climáticas, os conflitos e os desastres naturais sobre os sistemas urbanos de abastecimento de água. Neste ano em que o planeta deve chegar a 7 bilhões de moradores, mais da metade já vivem em cidades, indicando enormes desafios para garantir o suprimento de água nas áreas urbanas.
Durante uma semana, entre 16 e 22 de março, o BELA REGIÃO comentará em várias reportagens a situação e os desafios relacionados à água nos municípios mineiros de Itamogi, Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso, e nos paulistas de Altinópolis, Batatais e Santo Antônio da Alegria e respectivas bacias hidrográficas onde estão inseridos. Maiores informações sobre o Dia Mundial da Água 2011 e a agenda de eventos da UN Water para a data, na qual a atuação do BELA REGIÃO foi inserida, ver no site:

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Região em alerta contra a dengue

A região está em alerta contra a dengue. Várias medidas estão sendo tomadas para evitar a proliferação da doença, comum nesse período do ano.
Na segunda-feira, 31 de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde de Altinópolis confirmou mais um caso, somando-se dois confirmados e dois suspeitos, todos importados. São pessoas que moram em Altinópolis e trabalham em Ribeirão Preto, segundo a Secretaria. Trabalhos preventivos foram intensificados na cidade.
Em Ribeirão Preto, no último dia 27 foi registrada a primeira morta suspeita por dengue neste ano no estado de São Paulo. Ribeirão é uma das nove cidades paulistas que está sendo acompanhada de perto pelo Ministério da Saúde. Até dia 26 já eram 177 casos na cidade.
Em Batatais desde o dia 17 de janeiro a Prefeitura realiza varredura por toda cidade, em trabalho coordenado pela Vigilância Sanitária e Controle de Vetores. A agenda prevê varredura nos bairros até o dia 23 de fevereiro.
Os agentes de saúde pedem a colaboração de todos, evitando a multiplicação de possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, como pneus velhos, recipientes plásticos e outros que podem acumular água. Entulhos também podem gerar focos do mosquito.
A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, entre outras medidas, montou um site com muita informação sobre a doença: http://www.guerracontraadengue.com.br/


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Grande Festa de Reis em Altinópolis, de 21 a 23 de janeiro

Começa nesta sexta-feira, em Altinópolis, a grande Festa de Reis. É a trigésima nona edição de uma das maiores festas urbanas no Estado de São Paulo. São esperadas 25 mil pessoas entre 21 e 23 de janeiro em Altinópolis, para a apresentação de 40 companhias de Reis dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Companhias de reis de Altinópolis, Batatais, Itamogi, Monte Santo de Minas, São Sebastião do Paraíso e Santo Antonio da Alegria estarão presentes.
Dias 21 e 22, festa a partir das 20 horas. No domingo, 22, a partir das 11 horas. Shows musicais, de duplas sertanejas e da Orquestra Sabiá complementam as festividades, no centro de Altinópolis. Uma das mais belas manifestações de fé e cultura popular no interior do Brasil.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Programação de Carnaval 2011 em Batatais começa com eleição da Corte

O calendário do Carnaval 2011 em Batatais começa com a eleição da Corte, dia 14 de janeiro, na Sociedade Recreativa Princesa Isabel, a partir das 21 horas. Serão eleitos o rei Momo, Rainha e duas princesas, para a Corte daquele que é considerado o melhor Carnaval de rua da região e um dos melhores do interior paulista.
Acadêmicos do Samba, Castelo, Riachuelo, Unidos da Liberdade e Unidos do Morro são as cinco escolas que desfilarão no Carnaval de Batatais neste ano. Muita tradição em jogo. "Na ponta da passarela" é o tema geral da festa. Será feita uma homenagem especial a Ronaldo Sciena Tofetti, primeiro Rei Momo e apresentador de desfiles. Ele faleceu em seguida ao Carnaval 2010.
A União das Escolas de Samba Batataenses (UESB) comemora 26 anos em 2011. Castelo foi a vencedora em 2010, com Acadêmicos do Samba e Unidos do Morro em segundo e terceiro lugares.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

População da bela região aumentou em 12 mil pessoas em dez anos: Paraíso e Batatais crescem mais

A população da bela região, composta pelos municípios paulistas de Altinópolis, Batatais e Santo Antônio da Alegria, e pelos mineiros Itamogi, Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso, aumentou 12.071 pessoas nos últimos dez anos, de acordo com os dados preliminares do Censo 2010, do IBGE, publicados a 4 de novembro no Diário Oficial da União. De acordo com o Censo 2010, ainda sujeito a alterações, a região tem 174.698 moradores, contra 162.627 em 2000. Esse incremento populacional equivale a "duas novas Santo Antônio da Alegria" na região na última década.
Conforme o Censo 2010, São Sebastião do Paraíso teve o maior aumento populacional na década, de 58.335 moradores em 2000 para os atuais 65.019 habitantes. Depois aparece Batatais, com 51.112 moradores em 2000 e 56.248 em 2010. As populações de Altinópolils e Monte Santo de Minas permaneceram praticamente estabilizadas. Em Altinópolis aumentou de 15.481 em 2000 para 15.536 em 2010. Em Monte Santo, de 21.212 em 2000 para 21.246 em 2010.
Sempre segundo o Censo do IBGE, a população de Santo Antônio da Alegria cresceu de 5.764 para 6.300 habitantes em uma década. E a população de Itamogi diminuiu, de 10.723 moradores para 10.349. Cerca de 300 municípios mineiros diminuíram de população na última década, conforme os dados preliminares do IBGE.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Zeca Lopes, o construtor de sonhos de Batatais

Zeca Lopes, sempre elegante, com a camisa do clube que o projetou.
(Foto Arquivo Família Lopes)



Folha de folder distribuído por ocasião do centenário do atleta.


Convite para a inauguração em homenagem ao
construtor de sonhos de Batatais.


2010 é o ano do centenário do Corinthians, um dos clubes mais populares do Brasil. Mas também é o centenário de nascimento de um jogador que teve seu nome ligado para sempre ao Timão porque foi o primeiro do clube (ao lado de Jaú e Brandão) a ser convocado para a Seleção Brasileira, no caso a que disputou a Copa do Mundo de 1938. É José dos Santos Lopes, o Zeca Lopes, para o qual a sua família e sua cidade natal, Batatais, prepararam uma grande festa, prevista para o dia 7 de novembro.
Zeca Lopes foi o terceiro de de oito filhos de Arthur Lopes de Oliveira e Luiza Ferreira Borges. Nasceu a 1 de novembro de 1910, mas apenas a 25 de fevereiro aconteceu o registro. O jogador nasceu, então, pouco depois da fundação do Coringão, em 1 de setembro. E o destino de ambos estaria ligado de forma total.
Os fundadores do Corinthians eram todos trabalhadores: o cocheiro Anselmo Correa, o trabalhador braçal Carlos Silva, o sapateiro Rafael Perrone e os pintores de parede Joaquim Ambrósio e Antonio Pereira. Moravam no Bom Retiro e prestavam serviços para a Companhia de Estrada de Ferro São Paulo Railway - a ferrovia, portanto, na origem do Corinthians, assim como de tantos clubes, sobretudo no interior de São Paulo.
Pois Zeca Lopes também tinha o mesmo perfil. Começou sua vida profissional logo cedo, aos 9 anos, como ajudante de pedreiro, e desde então não deixou de ser isso: um construtor de sonhos. Sonhos que ele abraçava e tornava realidade com as mãos - construiu sua primeira casa, aos 15 anos, com madeira que retirava nas cercanias de Batatais - e com os pés habilidosos - desde cedo se destacava nas partidas com os amiguinhos.
A pobreza da família foi um elemento motivador. Zeca procurava se esmerar até nos jogos de malha para, ganhando um dinheirinho, ajudar nas despesas da família numerosa. E como tantos brasileiros vislumbrava no futebol uma oportunidade de melhoria nas condições de vida, e abraçou com força essa alternativa. Trabalhava duro, construindo casas, e voltava correndo para treinar. O futebol estava no sangue da família. Ele morava bem perto do maior campo de Batatais. O seu primeiro calçado foi uma chuteira de futebol. Antes, só descalço. A pobreza era tanta que, quando fez a primeira comunhão, Zeca e outros colegas tiveram que esperar um "segundo tempo". Uma turma de colegas de mais "posses" fez a primeira comunhão em um dia e, em outro, emprestou roupas para aqueles com recursos menores. Zeca estava entre eles.
Ainda amador, jogou em várias cidades da região de Ribeirão Preto, no Triângulo Mineiro e outras cidades de Minas. Em uma partida, no Sul de Minas, enfrentou nada menos que João Ramos do Nascimento, o Dondinho. Sim, ele mesmo, pai do Rei Pelé.
O Batataes Foot Ball Club foi o primeiro clube de Zeca Lopes, de onde saiu para o Comercial de Ribeirão Preto. Mas rapidinho saiu de lá para o Corinthians, onde se destacou com o apelido "O Tanque". A explicação: ninguém parava o jogador, quando saía em disparada pela ponta direita. A ida para o Corinthians foi literalmente abençoada, pela intermediação de um futebolista apaixonado, o Cônego Barros, que teria financiado até seu primeiro terno para se apresentar na capital...
Na época muito retraído, Zeca não se acostumou nas instalações reservadas pelo Corinthians para os atletas solteiros. O clube acabou alugando um quarto, em casa de uma senhora de idade, para que ele pudesse se sentir mais confortável. A aposta do clube deu certo. Ele se destacou logo no primeiro treino e foi escalado para a partida do domingo seguinte.
Zeca Lopes, ou Lopes, participou do terceiro tri do campeonato paulista do Timão, entre 1937 e 1939, sendo novamente campeão em 1941. O mundo já enfrentava os horrores da Segunda Grande Guerra e Lopes também teve de superar uma grande batalha: em 1941 deixava o futebol profissional, após ter-se machucado em uma partida beneficente em uma fazenda na região de Batatais.
Antes, o brilho na Seleção de 1938, que para muitos seria a vencedora da Copa do Mundo na França, não fossem, dizem alguns historiadores, vários conflitos internos. Era uma seleção muito acima da média, contando com gênios como Domingos da Guia, Zezé Procópio, Tim e, especialmente, Leônidas da Silva, o Diamante Negro. No gol, outro batataense, Algisto Lorenzato, o Batatais. O técnico era Ademar Pimenta.
Leônidas era a grande esperança e, enquanto jogou, não fez feio. Pelo contrário. Na primeira partida, contra a Polônia, fez três gols (um deles descalço!), em um dos mais disputados jogos da história dos mundiais. O Brasil ganhou por 6 a 5, depois de 4 a 4 no tempo normal. Bons tempos aqueles...
Mas o "Diamante Negro" se machucou na segunda partida contra a Tchecoslovaquia (o Brasil empatou o primeiro e ganhou o segundo jogo, de desempate, contra essa equipe do Leste Europeu) e apenas voltou no final do torneio. Sem o "pai da bicicleta" e inspirador do famoso chocolate batizado com seu apelido (o "Diamante Negro" tentou se recuperar mergulhado em uma banheira com água salgada), o Brasil perdeu a semifinal para a Itália, por 1x2, mas ganhou a disputa do terceiro lugar com a Suécia: 4 a 2, com dois de Leônidas, que terminou a competição com sete gols em quatro partidas disputadas e o merecido título de melhor jogador da Copa.
O destaque na Copa da França levou Zeca Lopes a uma nova convocação para a Seleção, para disputar a Copa Roca. No Corinthians, continuou a se destacar, até o encerramento precoce da carreira em 1941. Mas ele não se abateu, pois mesmo jogador continuava firme com sua segunda vocação, a de construtor.
Ele continuava construindo casas em Batatais, tendo sido o pioneiro de bairros como a Vila Cruzeiro e o Riachuelo. Neste, ergueu aquele que foi chamado de "prédio do Zeca Lopes", onde morou. Em uma gleba que adquiriu posteriormente, construiu casas que vendia a preços baixos. O local se transformou na Jardim Santa Luiza, um tributo a sua mãe, embora o bairro tenha sido popularmente batizado de Vila Lopes.
"Ele estava atento a tudo, não desperdiçava nada, como a minha mãe contava. Até prego que achava no chão ele utilizava nas construções. Uma vez, ao construir uma casa, ele pegou o armário de sua casa para reutilizar como janela", lembra Benedita, a filha mais velha de Zeca e Helena, de família de origem italiana.
O casal teve quatro filhos: Benedita, Arthur, Rosa Helena e José. A elegância foi uma das marcas de Zeca Lopes, que sempre estava de terno e chapéu. Ele faleceu em 28 de agosto de 1996, aos 85 anos.
"Meu pai nos ensinava acima de tudo a não ter preconceito, a não julgar ninguém", resume Benedita, dizendo que, como seus irmãos e demais familiares, sente enorme orgulho pelos pais que tiveram, Zeca e Helena, um completando o outro, juntos na solidariedade. "E ele era muito persistente, não desistia nunca dos seus sonhos", completa Benedita. Uma enorme lição de vida.
A lembrança do centenário de nascimento desse construtor de sonhos será dia 7 de novembro, a partir das 9h30, com a inauguração de monumento em sua homenagem, na praça do campo de futebol do Jardim Santa Luiza (Vila Lopes). Monumento encomendado pela família e assinado pelo artista plástico Luiz Xavier dos Santos. Uma bela e significativa homenagem a quem construiu tanto em vida. (Por José Pedro S.Martins)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Região se destaca no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal

Os municípios paulistas de Batatais, Altinópolis e Santo Antônio da Alegria, e os mineiros de Itamogi, Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso se destacaram na edição 2010 do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, sobretudo nas áreas de educação e saúde. Batatais, especificamente, está entre os 50 municípios brasileiros com melhor desempenho no Índice Firjan, à frente de todas capitais estaduais brasileiras, como São Paulo.
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal foi criado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), como ferramenta para mensurar o desenvolvimento humano, econômico e social nos 5.564 municípios brasileiros, a partir da avaliação do desempenho desses municípios nas áreas de emprego&renda, educação e saúde, com base em dados oficiais levantados sobre esses setores.
A metodologia do Índice Firjan aponta que o município apresenta o melhor desempenho nessas áreas, quanto mais se aproxima de 1 em uma escala de 0 a 1. O IFDM divide os municípios em quatro categorias, de acordo com sua colocação na escala de 0 a 1: baixo desenvolvimento humano (0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento humano.
Nestes termos, é uma metodologia semelhante à do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD). Batatais ficou no lugar 46 do ranking nacional do IFDM e no lugar 43 do ranking paulista, com uma média de 0,8689, considerando as áreas emprego&renda (0,8475), educação (0,8467) e saúde (0,9125).
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2010 se refere a dados de 2007 sobre os municípios brasileiros. Pois os seis municípios apresentaram índices, nas áreas de saúde e educação, superiores à imensa maioria dos municípios brasileiros.
A média brasileira do IFDM em educação foi de 0,7083 e em saúde, de 0,7830. Todos os seis municípios (em ordem alfabética, a seguir) superaram essa média: Altinópolis (0,8586 em educação e 0,9208 em saúde), Batatais (0,8467 e 0,9125), Itamogi (0,8010 e 0,8398), Monte Santo de Minas (0,8087 e 0,9167), Santo Antônio da Alegria (0,8374 e 0,8693) e São Sebastião do Paraíso (0,7816 e 0,8489). Pelos critérios do Índice Firjan, fica então o desafio de melhoria do desempenho do conjunto dos municípios na área de emprego e renda.
Desafios - Conforme o IFDM 2010, 40 milhões de brasileiros ainda vivem em situação precária em termos de educação, saúde e acesso a mercado de trabalho estruturado. De qualquer modo, o IFDM apontou uma evolução em termos de desenvolvimento municipal no Brasil desde a primeira edição do Índice, referente a dados de 2000. (Por José Pedro S.Martins)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Região contribuiu para consolidar democracia no Brasil

No próximo dia 3 de outubro 135 milhões de brasileiros estarão aptos a votar de presidente da República e governadores estaduais para senadores e deputados federais e estaduais. Trata-se de uma das maiores eleições no planeta, superada talvez apenas pelo pleito na Índia e nos Estados Unidos. Na China, como se sabe, não há eleições totalmente livres.
A nossa bela região tem muito a ver com essas eleições diretas para presidente, as sextas após o retorno da democracia política. A região foi o berço político de dois presidentes da República, Wenceslau Braz e Washington Luís, que começaram suas carreiras respectivamente em Monte Santo de Minas e Batatais. Além disso, três governadores estaduais começaram pela região: os próprios Wenceslau Braz e Washington Luis (que foram governadores de Minas Gerais e São Paulo) e Altino Arantes, ex-governador paulista.
Foi o momento em que a região era uma das forças na economia do café, que dominou a política brasileira por décadas, da Proclamação da República até a queda da bolsa de Nova York em 1929, episódio que abriu as portas para o movimento que levou Getúlio Vargas à presidência. O último presidente do período foi justamente Washington Luis. (Mais detalhes em artigos nesta página)
É muito importante, então, que a região valorize esse momento histórico, fundamental para o processo que levou à consolidação da democracia política no país.
Meu grande abraço, bela região. (Por José Pedro S.Martins)

domingo, 12 de setembro de 2010

Presidentes da República saíram de Batatais e Monte Santo

No próximo dia 24 de outubro serão lembrados os 80 anos de deposição do presidente Washington Luís, pelo movimento que levaria Getúlio Vargas ao poder. O mesmo Getúlio Dorneles Vargas que tinha sido ministro da Fazenda de Washington Luís, o último presidente da chamada política café-com-leite, como ficou conhecido o período em que os mandatários da nação eram eleitos, em alternância, por Minas Gerais e São Paulo, ricos em café e pecuária.
Em função da força do café, especificamente, a região de Batatais a Monte Santo de Minas praticamente dominou a política nacional, paulista e mineira, por longos períodos entre 1909 e 1930. Período de grande florescimento da região, com o café impulsionando o crescimento das cidades, promovendo a implantação da rede ferroviária (particularmente a Companhia Mogiana) e incentivando a vinda de muitos migrantes, em especial italianos e árabes. Foi uma espécie de época de ouro, uma Belle Époque, para a região, que deixou marcas visíveis até hoje.
Entre 3 de abril de 1909 e 7 de setembro de 1910 Wenceslau Braz, que tinha sido agente executivo (cargo correspondente ao do atual promotor público) em Monte Santo, foi governador de Minas Gerais, de onde saiu para ser eleito vice-presidente da República, entre 15 de novembro de 1910 e 15 de novembro de 1914. E da vice para a presidência da República, entre 15 de novembro de 1914 e 15 de novembro de 1918, pelo Partido Republicano Mineiro.
A 1 de maio de 1916, por sua vez, assumia o governo de São Paulo Altino Arantes, político nascido em Batatais, e que ficou no cargo até 1 de maio de 1920. Foi substituído por outro nome ligado a Batatais, Washington Luís, que havia sido vereador e intendente (atual prefeito) na cidade. Washington Luis foi governador de São Paulo até 1 de maio de 1924. Mas sua carreira política prosseguiu, chegando à presidência da República, onde ficou de 15 de novembro de 1926 até o golpe liderado por Getúlio a 24 de outubro de 1930.
Praticamente duas décadas, portanto, com a região no auge do cenário político nacional. A arte de fazer política nas mãos de mineiros e paulistas, do lado de lá e de cá da fronteira. (Por José Pedro S.Martins)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Áreas de Batatais e Paraíso em destaque em 2011, Ano das Florestas

Área de mata nativa na região: 2011 será bom ano para debater sobre vegetação

Em 2011 a ONU promove o Ano Internacional das Florestas. O objetivo será divulgar a importância das florestas e de toda forma de vegetação para o equilíbrio do clima e proteção das águas, para a preservação da biodiversidade e segurança alimentar, para a qualidade de vida, enfim, das atuais e futuras gerações. Será uma excelente oportunidade para a região discutir a situação atual de sua vegetação e o que fazer para a sua proteção.
Grande parte da região tem o cerrado como vegetação original. E restam importantes fragmentos de cerrado e cerradão na região. Como se sabe, a vegetação de cerrado não foi incluída na Constituição de 1988 como patrimônio nacional, ao contrário de outros biomas, como a Amazônia. Essa falha na Constituição tornou mais vulnerável a situação do cerrado em todo Brasil. Assim, é muito importante conservar o cerrado que já existe na região e, se possível, recompor a vegetação que já foi retirada. A região também tinha vegetação original típica de Mata Atlântica, que se encontra hoje muito alterada.
A região também conta com relevantes áreas protegidas. Caso da Floresta Estadual de Batatais, com 1357 hectares e que foi criada em 1943. É formada sobretudo por pinus e eucalipto, mas conta com várias espécies típicas de floresta, como cedro, jequitibá, canela e ódelo-de-copaíba. Dentro da Floresta Estadual estão nascentes que contribuem com a formação dos córregos da Estiva e da Prata, que ajudam a fornecer água para Batatais.
Em São Sebastião do Paraíso, por sua vez, está localizada uma unidade de conservação de 248 hectares, criada a 23 de setembro de 1974, pela Lei Estadual 16.580. É uma reserva biológica, de grande relevância ecológica.
As duas áreas, em Batatais e Paraíso, estarão de certa forma em destaque no Ano Internacional das Florestas. Mas toda a vegetação deve estar de fato entre as prioridades regionais. Será um momento para incentivar a arborização urbana, a proteção e recomposição de matas ciliares, que protegem as águas e evitam a provocar enchentes e inundações. As árvores também têm um papel fundamental na captura do gás carbônico e, portanto, no combate ao aquecimento global. 2011, Ano Internacional das Florestas, ano da vida.
Meu grande abraço, bela região. (José Pedro S.Martins)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Italianos, luz para Batatais e região

A comunidade italiana de Batatais e região mobilizada pela Festa di San Gennaro, que prossegue hoje e amanhã (6 e 7 de setembro) e termina entre 10 e 12 de setembro, próximo final de semana, portanto. É a décima nona edição da Festa, concebida para resgatar e homenagear a enorme contribuição da comunidade italiana no desenvolvimento da cidade. Diversas organizações locais se envolvem a cada ano na preparação das atividades, que em 2010 novamente abrangem shows, concursos, missa em italiano com canto gregoriano e, claro, a maravilhosa culinária.
A influência italiana é impressionante em São Paulo e Minas Gerais. O movimento migratório mais forte, entre a Itália e essas regiões, ocorreu entre 1870 e 1930. Momento de transição do escravismo para o trabalho assalariado. Grande parte dos italianos que vieram para cá passou a trabalhar na cultura do café, cuja expansão aconteceu exatamente nessa época, igualmente impulsionada pela ampliação da rede ferroviária. No caso de Batatais e região, com o impacto específico da Companhia Mogiana, que tinha sua sede em Campinas.
Os Livros de Registro de Entrada de Imigrantes, que permaneciam na Hospedaria do Imigrante, em São Paulo, indicam que a 24 de março de 1887 chegava no Porto de Santos o navio Savoie. A bordo, 144 pessoas que tinham como destino Batatais, que na época passava por um momento de crescimento já sob o impulso do café. E desde as últimas décadas do século 19 a presença italiana foi cada vez mais forte em Batatais e região.
Entre outras contribuições de italianos estabelecidos na cidade, podem ser nomeados o primeiro hotel e a primeira fábrica de cerveja de Batatais, criados respectivamente por Pedro Mascagni e Miguel Pucinelli, conforme citação de Jean de Frans no artigo "Italianos de Outrora", (in "O Jornal", 26 de outubro de 1943, citado por "A arquitetura de Batatais 1880 a 1930", de Maria Stela Teixeira Fernandes Dutra, em sua dissertação de mestrado na Unicamp).
A mesma Maria Stela Dutra cita a enorme contribuição dos italianos para a construção civil em Batatais, como as do empreiteiro Annunciato Gallo e dos engenheiros-arquitetos Julio E.Latini e Carlos Zamboni, responsáveis por exemplo pela nova Igreja Matriz, onde estão as famosas obras de um descendente de italianos, Cândido Portinari.
É infindável a lista de obras, projetos e outras contribuições de italianos e seus descendentes na vida de Batatais e de toda a região. Sempre movidos por uma enorme fé e capacidade de trabalho, com alegria e esperança.
Meu grande abraço, bela região. (José Pedro S.Martins)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sessões zig-zag em Batatais, viagem pela magia

No próximo dia 01 de setembro a 4a Mostra do Cinema Batataense, no Cine Batatais, vai exibir os dez filmes produzidos a partir de uma oficina coordenada pelo cineasta José Adalto Cardoso, como parte do Projeto "Meu Primeiro Filme", da Prefeitura. "O Jeca e a natureza", "O último lobisomem de Batatais", "Vovó Caduca", "Canteiro de Margaridas", "O segredo de Jennifer", "A face da vingança", "Eterna", "Marquim, o cozinheiro", "O amor e um milagre" e "Os cadarços de Maria Rita" são os títulos das obras dos novos realizadores.
Batatais tem uma bela e antiga relação amorosa com o cinema. A magia jorrando pelas telas dos inesquecíveis Cine Castelo, Cine São Joaquim e Cine Madalena. As sessões zig-zag no Cine Madalena, que eu frequentava de vez em quando durante as saborosas visitas à minha querida madrinha, eram puro deleite. A jujuba ou o cigarrinho de chocolate comprados na bomboniere do cinema, o clima de expectativa ao entrar na platéia, as cortinas se abrindo e um novo e fascinante mundo projetado ali, bem à nossa frente. Quantas vezes eu viajei com Tarzan pelas selvas da África, sem sair de Batatais!
Depois da zig-zag , a espera pelo almoço com gosto de aconchego. Eram manhãs de domingo que mais pareciam o momento de criação do universo. Uma explosão de luzes, uma salada de sensações, a percepção de que podemos superar qualquer limite.
Como praticamente todas as cidades do interior brasileiro, Batatais vivenciou a crise daqueles cinemas antigos, que marcaram para sempre a vida de quem os conheceu e os saboreou. Mas o amor pela tela grande permaneceu e iniciativas recentes, como o Projeto "Meu Primeiro Filme" e a viabilização do Cine Batatais, renovam o namoro do batataense com a chamada Sétima Arte. Batatais continua emitindo seus passaportes para o país do cinema e seu coração de cristal.
Meu grande abraço, bela região. (José Pedro S.Martins)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A cultura viva da bela região

AACP "Maestro Nino Delicatti" (Casa da Cultura de Itamogi)

A Casa da Cultura de Itamogi, sede da Associação Artística, Cultural e Pedagógica "Maestro Nino Delicatti", e a Praça São João Batista são alguns dos espaços das múltiplas atividades durante o mês de setembro, em Itamogi, como parte da Segunda Jornada Mineira do Patrimônio Cultural. Música, teatro, dança, visitas a patrimônio histórico estão na agenda.
Apenas uma amostra da pulsação cultural permanente na bela região de Itamogi, Santo Antônio da Alegria, Monte Santo de Minas, SS Paraíso, Altinópolis e Batatais. O multicolorido da cultura, espelhando o espírito do povo, os sentimentos mais íntimos, os valores mais sólidos. Cultura popular e erudita, uma mescla de ritmos e perspectivas.
Altinópolis é considerada um museu a céu aberto, pelas obras de Bassano Vaccarini espalhadas por diversos pontos do espaço urbano. A cidade que transpira cultura. A cultura que flui por todos os poros de Batatais, onde está o maior acervo sacro do gênio Cândido Portinari, terra ainda de José Olympio Pereira Filho, um dos maiores nomes da história editorial brasileira.
Uma região intensamente musical, berço de um Deo Lopes (de Santo Antônio), Tiãozinho (Itamogi) e de um Milionário (de Monte Santo), onde Niltinho e Amaraí escolheram viver (em SS Paraíso) e onde nasceram o compositor Calimério Soares (também em Paraíso) e a maestrina Flávia Nori Bombonato (de Batatais), entre tantos outros nomes.
Mas uma região acima de tudo rica em diversidade e talentos, como de um ator Milton Gonçalves (de Monte Santo de Minas) e de uma artista plástica Anna Maria Badaró (de Itamogi). E a impressionante cultura popular das Congadas, do Moçambique, da Catira, que se espalha por todos recantos da região. Um pilar da cultura e do folclore do Brasil. Vida em abundância. (Por José Pedro S.Martins)

domingo, 22 de agosto de 2010

A minha mais bela região, na divisa Minas - São Paulo



Por José Pedro Martins

Uma saborosa vertigem, um inesgotável encantamento. A minha bela, doce região, o meu país, a terra das delícias. Foi a partir desta cobertura, hoje em azul e amarelo, na praça São João Batista, da Matriz do mesmo nome, que eu e tantos outros partiram de ônibus de Itamogi para o mundo. Descobertas a cada minuto, a velocidade frenética do tempo.

Mas no bagageiro as sete maravilhas da infância. As professoras que abriram as janelas do mundo, o calor aconchegante da fogueira de São João, o circo que nos transportava pelos tapetes da fantasia. A cultura da minha gente, acesa, no coração em brasa.

A força do café, que está na base da formação econômica e social desse pedacinho do paraíso. O cheiro do café, nas ruas de lindas casas de Monte Santo de Minas, onde descobri um fascinante mundo novo. O gosto do café, nas praças floridas da Cidade dos Ipês, São Sebastião do Paraíso. O prazer do café, nas colinas que emolduram a beleza de Altinópolis.

E Santo Antônio da Alegria, mágica, sublime como minha mãe, que ali nasceu. E Batatais, acolhedora, digna como minha madrinha, que ali morou tanto tempo.

Há quase três décadas, uma nova vida na região de Piracicaba-Campinas. O rio Piracicaba sempre inspirando, a Campinas que é um dínamo permanente.

Tudo isso na bagagem, combustível da viagem de três décadas até aqui, neste canto, minha singela homenagem. Gotas de história, pérolas de cultura e esporte, imagens do singular meio ambiente, o multicolorido vibrante de nossa gente. É a salada da minhas belas regiões, para seu deleite. Bem vindo e volte sempre!