terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher 2011: região presta tributo ao universo feminino

Obras de Bassano Vaccarini, em Altinópolis:
tributo ao universo feminino

No Dia Internacional da Mulher de 2011, a região volta os olhares para os marcos que exibe como tributo ao universo feminino. Em Monte Santo de Minas, por exemplo, está localizada a Casa Sufragista, endereço onde o então governador mineiro, Antonio Carlos, assinou medida inserindo o voto feminino na Constituição Mineira, em 1934.
Mulheres mineiras foram fundamentais na conquista do voto feminino no Brasil. Uma das líderes foi Elvira Komel (1906-32), considerada a primeira advogada a militar em Belo Horizonte e que integrou comissão pró-voto feminino, formada logo após a Revolução de 1930. Entre outros, a comissão obteve o apoio do cardeal d.Sebastião Leme, uma das mais influentes lideranças da Igreja Católica na época, e do governador de Minas, Antonio Carlos. Elvira (cujo nome na realidade era Ernestina Carneiro Santiago) ainda liderou o Batalhão João Pessoa, durante a Revolução de 1932. Em 1931, foi uma das organizadoras do I Congresso Feminino Mineiro, ao lado de Nathércia Silveira. Na abertura do evento, Elvira afirmou: "O feminismo defendido pelo Congresso não é uma derivante do sufragismo odiento e agressivo que visa antes de tudo combater o homem", como registrou a imprensa na época.
Elvira Komel nasceu no bairro Capim Cheiroso, na localidade então pertencente à Paróquia de São João do Morro Grande, atual Barão de Cocais. A sua família tinha origem estoniana. O voto feminino foi conquistado no Brasil no dia 24 de fevereiro de 1932, quando editado o Código Eleitoral Provisório, embora apenas tivessem o direito mulheres casadas (com a devida permissão do marido), viúvas ou solteiras que comprovassem renda própria. O voto integral viria apenas com o Código Eleitoral de 1934.
Outro nome mineiro que se destaca na história do voto feminino é o de Virgínia Augusta de Andrade Lage, a itabirense que, aos 99 anos, se inscreveu na justiça eleitoral logo após o anúncio da conquista do direito. Outros nomes capitais nessa história foram os das paulistas Bertha Lutz (filha de Adolfo Lutz) e Adalgisa Bittencourt. A primeira eleitora do Brasil e da América do Sul foi a professora Celina Guimarães Vianna, do Rio Grande do Norte, primeiro estado a aprovar o voto feminino, em 1928, embora os votos das mulheres tenham sido anulados nas eleições naquele ano.
Monte Santo de Minas, onde está a Casa Sufragista, já teve uma prefeita, Sandra Aparecida Cecílio Silva. Itamogi também já teve uma prefeita, Maria Aparecida Gregório. O mesmo em São Sebastião do Paraíso, com Marilda Petrus Melles.
Em Altinópolis, por sua vez, estão as magníficas obras assinadas por Bassano Vaccarini, destacando a mulher em várias situações. As obras ficam no Jardim das Esculturas "Ulysses Guimarães".(Ver mais em GENTE)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval 2011 de Batatais mantém a tradição da beleza

Na ponta da passarela, este o tema do Carnaval de 2011 de Batatais (SP), que mantém a tradição de beleza e originalidade. Com estas credenciais, se firmou nas últimas décadas como um dos melhores Carnavais de rua do interior do Brasil.
A festa começa neste sábado, dia 5, às 21 horas, com a entrega pelo prefeito José Luis Romagnoli das chaves da cidade para o Rei Momo e sua corte. Às 22 horas tem início o desfile no sambódromo "Carlos Henrique Cândido Alves", com a apresentação da escola de samba Riachuelo e, depois, da Unidos da Liberdade e Acadêmicos do Samba.
"Da pedra lascada à era informatizada" é o tema da Riachuelo em 2011, resgatando a trajetória da escrita através dos tempos. O tema da Unidos da Liberdade é "A Freguezia dos Batataes: nossa história", documentando a hsitória da cidade. E o tema da Acadêmicos do Samba é "A Vila oferece rosas, a majestosa Rosa que que faz a Vila Isabel", homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, uma das referências do Carnaval do Rio de Janeiro.
No domingo, dia 6, os desfiles começam às 21h30, primeiro com os blocos do Fantasma e Estação do Samba, seguidos das escolas Unidos do Morro e Castelo. A Unidos entrará no sambódromo com o tema "De orgulho e raça abasteci meu coração, sou brasileiro, sou Morro, acelerando a emoção". Uma exaltação á paixão do brasileiro pelo automobilismo, não faltando a homenagem a Ayrton Senna. A Castelo desfilará o tema "Castelo canta o conto... e aumenta um ponto". Um tributo à bela arte da contação de histórias.
Às 9 horas da manhã de segunda-feira, dia 7, começa a apuração dos vencedores. Às 21h30 de segunda começa o desfile do bloco campeão e das três escolas vencedoras. No dia 8, a partir das 17 horas, o Carnaval popular.
Com temas fortes, o Carnaval de Batatais mantém então sua aura. Desde a década de 1950, o Carnaval vem se firmando na cidade. Em 1954 a Sociedade Beneficente Recreativa Princesa Isabel fez um desfile histórico, no Largo da Matriz, atual praça Cônego Joaquim Alves. Este foi o endereço dos primeiros desfiles, mas com o crescimento exponencial, em particular a partir da década de 1970, os desfiles foram transferidos para a avenida Nove de Julho, já nos anos 1980.
Foi o momento do salto à frente, com a criação da União das Escolas de Samba Batataenses (UESB). A avenida Nove de Julho ficou pequena, e os desfiles foram novamente transferidos, para as avenidas 14 de Março e Moacyr Dias de Morais.
Em 2005, aconteceu o primeiro desfile no sambódromo "Carlos Henrique Cândido Alves", em anexo do Parque de Exposições "Antonio Carlos Prado Batista". Faz muito sentido, pois é nesse espaço onde é realizada a outra grande festa de Batatais, a Festa do Leite, em sua trigésima sétima edição em 2011.
Batatais é uma cidade que cultiva a arte e a beleza. Uma bela arquitetura, na região central, construída entre o final do século 19 e início do século 20, com a influência de italianos. Momento do auge do café, representado pelo fato de que o intendente de Batatais de 1897 a 1900, Washington Luiz, tornou-se governador de São Paulo (1920-24) e presidente da República (1926-1930).
A vocação artística de Batatais continuaria com as importantes obras de Cândido Portinari na matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde. E também com a bela topiaria nos jardins da praça Cônego Joaquim Alves e em outros pontos da cidade, terra natal do editor José Olympio.

terça-feira, 1 de março de 2011

GOLPE CONTRA O CINEMA! CISNE NEGRO NÃO GANHOU!

Pois é, de novo a Academia preferiu a mesmice e não deu o Oscar 2011 de Melhor Filme para Cisne Negro, e nem o de melhor diretor para Darren Aronofsky. Menos mal pois Natalie Portman ganhou o de Melhor Atriz, e nem daria para ser diferente, né? (Ver artigo completo em DAS IDÉIAS)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Parque da Serra da Boa Esperança, pela preservação das águas no Sul de Minas

"Serra da Boa Esperança esperança que encerra/ No coração do Brasil um punhado de terra/ No coração de quem vai, no coração de quem vem". Versos de "Serra da Boa Esperança", de Lamartine Babo. O Parque Estadual da Boa Esperança, criado em 2007, visa proteger a serra e as águas da região, incluindo a represa de Furnas. Um orgulho e um dever do mineiro, de zelar por essa beleza natural. (Ver artigo completo em ÁGUAS DO BRASIL)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carnaval de Muzambinho e Carmo do Rio Claro já movimenta foliões

O carnaval de Muzambinho e de Carmo do Rio Claro, ambos no Sudoeste de Minas Gerais, ganhou status cada vez maior entre os foliões nos últimos anos, e a festa de 2011 já atrai atenções de milhares, mobilizados na busca de local de estadia e outros preparativos fundamentais. Muzambinho e Carmo do Rio Claro se tornam, nesta época, o destino de número crescente de mineiros mas também de paulistas de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Franca, entre outras cidades.
A avenida Américo Luz é o palco do Carnaval de Muzambinho. O Carnaval cada vez mais forte resgata a rica história da cidade, que teria se iniciado com a formação de um "mocambo" ou "mocambinho", comunidade de negros que teriam fugido de grandes fazendas na região. Originalmente, os moradores eram indígenas de várias etnias. Um mapa provavelmente de 1765, do governador da Capitania de Minas Gerais, Dom Luiz Diogo, indica a presença de um quilombo na região.
"São José da Boa Vista" e "São José da Boa Vista do Cabo Verde" foram os primeiros nomes da povoação, transformada em distrito em 1860 e Vila a 12 de novembro de 1878. Em 30 de novembro de 1880 já era cidade, com o nome de Mozambinho. Os nomes Mosambinho e Mossambinho também aparecem em documentos da época. O nome atual, Muzambinho, segundo estudos linguisticos, também poderia derivar de uma palavra de origem angolana que significa "adivinhação", ou de "Muzambo", termo também angolano, equivalente a lugar sagrado.
A 12 de maio de 1881, escravos da Comarca receberam sua alforria, sete anos antes da Lei Áurea da Princesa Isabel.E um dos responsáveis pelo feito foi o abolicionista Américo Luz, que dá nome à avenida que se transforma no Carnaval no endereço da alegria de milhares, na cidade que teve muita contribuição da imigração italiana, mas também de sírios, libaneses e outros.
O mesmo Américo Luz foi o incentivador da Estrada de Ferro Muzambinho, que acabou não sendo concretizada, embora em 1913 tenha sido inaugurado o trecho da Companhia Mogiana entre Guaxupé e Muzambinho. Pois hoje é o trio elétrico que comanda o Carnaval de Muzambinho.
Em 2011, o trio Padilhão vai conduzir a massa pela Américo Luz até o Parque Folia. O bloco Vermes e Cia é a grande atração do Carnaval de Muzambinho. Os abadás são disputadíssimos. O Parque Folia tem uma estrutura de 15 mil metros quadrados, sendo 5 mil metros quadrados de camarotes, além de bares, praça de alimentação e outros ingredientes. Vários artistas vão ajudar a animar a festa.
Em 1901 Muzambinho viu inaugurado o Lyceu Municipal, pelo qual ficou conhecida como "Atenas Sul-Mineira". A cidade continua contribuindo agora com a cultura brasileira, entre outras manifestações, com o Carnaval, durante o qual é possível, além de sambar, conhecer o belo patrimônio histórico e arquitetônico local.
Carmo do Rio Claro - Carmo Alegria é o tema do Carnaval 2011 de Carmo do Rio Claro, outro que tem se fortalecido como referência no Sudoeste de Minas. Bandeirantes estão na origem da povoação, na região ocupada inicialmente por indígenas. Em 1810 foi criada a freguesia de de Nossa Senhora do Carmo do Monte Rio Claro. A 29 de outubro de 1875 seria criada a Vila, desmembrada do município de Passos, e dois anos depois já se tornava cidade.
As águas do rio Sapucaí e da represa de Furnas moldam o cenário de Carmo do Rio Claro, composto ainda pela Serra do Tormenta e por cachoeiras belíssimas. Este é um dos locais procurados para o refresco dos foliões que nos últimos anos aos milhares procuram a cidade no Carnaval. O Museu do Índio, com peças de caraguases e caiapós, é outra possível atração, uma homenagem aos primeiros moradores.
O bloco Kafofo é uma das atrações principais. As bandas Usmen, Bombalada, Axé Bahia e Blackout e a cantora Fernanda Garcya e a dupla Emerson & Christian são outras atrações, além da imperdível Banda da Turma do Aguenta, que soma 35 anos de muita alegria.E blocos, muitos blocos. De 4 a 8 de março, Muzambinho e Carmo do Rio Claro são dois dos endereços mais procurados no Carnaval do Sudoeste de Minas, que também tem várias outras cidades com enorme tradição na Festa de Momo.

Tiradentes e a identidade brasileira, de Juiz de Fora para o mundo

"Tiradentes Esquartejado", a impressionante obra de Pedro Américo de Figueiredo e Mello, de 1893, pertence ao acervo do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora, Zona da Mata de Minas. Uma tela que nos faz pensar muito sobre o esquartejamento da identidade brasileira. É significativo que uma das pessoas que mais lutaram por uma identidade nacional tenha morrido como ele, com pedaços cortados embebidos em sangue espalhados por estradas e cidades. (Ler artigo completo em IDÉIAS)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Nascer no Sul de Minas é ter pedra e água na alma

Todo brasileiro tem água na alma. Também, em um país com 12,5% da água doce do planeta, um dos maiores aquíferos e litoral de 7 mil km! O brasileiro do Sul de Minas também tem pedra na alma. Pedra de quem resiste nas adversidades, pedra das belas montanhas da região. Pedra e água de Itamogi, Itamonte, Itaú, Guapé (o "tapete verde" das lagoas e rios), Lambari (o peixe do Lago Guanabara) e muito mais... (Ver artigo completo em ÁGUAS DO BRASIL)