Histórias sobre Campinas, região metropolitana e bacia do rio Piracicaba. O povo da região, a cultura, o meio ambiente, ideias sobre o hoje e os desejos para o amanhã. E as impressões de viagem de um jornalista mineiro vivendo em Campinas e região há 30 anos. Claro, saudoso, também escreve sobre a região de onde veio - Itamogi, Monte Santo de Minas, São Sebastião do Paraíso, Santo Antonio da Alegria, Altinópolis, Batatais...
domingo, 30 de outubro de 2011
Interesses políticos e econômicos e déficit de cidadania metropolitana dificultam avanços ambientais e sociais na RMC
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Região de Campinas não pode ficar de fora da Rio+20
Queimada na APA de Campinas, ao lado do rio Atibaia, fundamental para o abastecimento de água na região: RMC precisa acelerar debate sobre modelo de desenvolvimento sustentável
sábado, 22 de outubro de 2011
Falta uma crítica de mídia no Brasil
Kittler foi muito cético em relação ao poder do computador sobre o ser humano, “um servo das mídias”, na sua expressão. Para ele, a redução de tudo, pelo computador, à fórmula binária, de zero e um, indica uma vocação hegemônica e autoritária. Em “Grammophon. Film. Typewriter” (Gramofone. Filme. Máquina de Escrever), ele dissecou essa “serventia” da sociedade contemporânea em relação às mídias.
A obra de Kittler foi e continuará sendo, claro, contestada em muitos pontos. “1984”, de Orwell, é um dos exemplos do pessimismo de vários intelectuais a respeito do poder da máquina sobre o ser humano. Um futuro sombrio, sem alegria e esperança, seria o caminho que estaria sendo trilhado. Mas a realidade é muito mais complexa, e previsões semelhantes já foram derrubadas. A historia não é linear, ela vai e volta, e o potencial de contestação, de inquietação, no humano ainda não foi morto, com certeza. É possível continuar se rebelando e encontrando alternativas. O movimento atual por democracia global é exemplar nesse sentido.
E é o caso da mídia, que sem dúvida exerce cada vez mais um poder impressionante. Há muito deixou de ser o “quarto poder” para ser provavelmente o primeiro, ou no mínimo o segundo. O Executivo e o Legislativo são hoje muito vigiados e mais ou menos controlados, pela força da opinião pública e da própria mídia, mas quem vigia a mídia? É bom que ela seja vigiada e/ou controlada? Claro que não deve ser controlada, mas é ótimo, fundamental, que a opinião pública esclarecida, informada e muito bem educada esteja sempre atenta para que a mídia, quando extrapole, faça o seu mea culpa, o que sabemos ser algo muito difícil. Existe uma certa tendência para a arrogância por parte de segmentos, frações, da mídia. Seria saudável, muito construtivo, se a mídia toda fosse mais autocrítica.
Isso apenas acontecerá com o que foi escrito, maior atenção e postura crítica da opinião pública, da sociedade civil, do cidadão na interface com a mídia. Muito pode contribuir para essa diálogo/reflexão salutar a existência de uma crítica de mídia mais ampla e de fato crítica. Aí é que Kittler e outros pensadores entram, com suas indagações sobre o poder da mídia. Se pode haver exagero em algumas dessas reflexões, no sentido de que o poder midiático seria absoluto, o que não é, é desejável, imprescindível, que esse tipo de questionamento continue ocorrendo, particularmente em países como o Brasil, onde o índice de leitura é muito baixo, a qualidade da educação não é satisfatória e, consequentemente, a força de reação da cidadania ainda distante, mas muito distante do ideal.
É urgente a dilatação e propagação de uma crítica de mídia no Brasil, como já ocorre com a crítica literária, das artes em geral, entre outros campos. Críticos ferinos e contundentes de mídia, apontando equívocos e armadilhas mas também indicando saídas e possíveis rotas de fuga, são uma demanda imperativa para o avanço da cidadania ilustrada no Brasil. Crítica de mídia mais forte (já existem críticos interessantes, mas é preciso muito mais) é um alimento essencial para que se materialize na prática, em transformações positivas e construtivas para a sociedade e a cultura, o gigantesco potencial que consigo traz a revolução da tecnologia da informação e comunicação em curso. (Por José Pedro Martins)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Reforma politica é a mais urgente reforma para o Brasil mudar e ser bom para o seu povo
Por outro lado, no dia 15 de outubro em algumas cidades brasileiras repercutiu o movimento global por democracia, verdadeira democracia, social, política, econômica, a partir da iniciativa que começou com os jovens espanhóis na Porta do Sol, em Madri. No local que já representou o poderio espanhol sobre grande parte do planeta, o começo de um movimento que, na prática, é mais um momento da idéia (que não é nova) de união dos povos pela paz e a felicidade.
O movimento global por mudanças tem tudo a ver com o cenário descrito no primeiro parágrafo deste artigo. Grande parte dos países vive a mesma situação do Brasil e um dos principais motivos é muito claro: as atuais instituições políticas, nascidas quase todas no século 19, em nada mais representam o estágio da sociedade planetária do século 21. A democracia representativa, baseada em eleições a cada quatro anos, não é com certeza a forma que melhor espelha as demandas e a realidade da comunidade global.
As mudanças tecnológicas têm sido tão rápidas, os mecanismos massivos de participação – como as redes sociais – avançam tanto, as situações de injustiça econômica são tão evidentes, os crimes e riscos ambientais tão perigosos, que as estruturas políticas vigentes não dão conta dos profundos anseios da maioria dos povos. Como se viu há alguns meses, até em países do Oriente Médio, com situações políticas tradicionalmente tão monolíticas, o desejo por mudanças profundas já chegou com força às praças públicas.
E o mesmo contexto, claro, se repete no Brasil, que necessita de uma reforma política ampla, geral, irrestrita, para que o país mude de fato pelo bem de seu povo. A autonomia dos municípios, projetada pela Constituição de 1988 e implementada por meio de políticas importantes, representa na prática uma ficção, se continuar a dependência dos municípios dos poderes centrais, e principalmente da União. Os estados do Nordeste e Norte na Câmara dos Deputados continuam sobrerrepresentados por suas bancadas, em relação aos estados do Sul e Sudeste mais populosos. As bancadas do Sul e Sudeste, por sua vez, continuam mais fortes politicamente, o que impede o avanço mais rápido da desejada regionalização do desenvolvimento. Na esfera municipal, multiplicam-se os casos de insatisfação popular com a conduta de prefeitos e vereadores. E no âmbito estadual, os governadores continuam muito fortes, geralmente controlando as Assembleias Legislativas, o que em muitos casos impede a aprovação de projetos de grande alcance social apresentados pelos partidos de oposição. Não se esquecendo do fato de que grande parte dos brasileiros, talvez um terço deles, já vive em regiões metropolitanas, que não têm mecanismos realmente eficientes de gestão – nem o avançado Estatuto das Cidades resolveu esse descompasso entre a realidade metropolitana e a forma adequada de sua gestão.
Muito mais poderia ser dito em relação à configuração arcaica das instituições políticas brasileiras vigentes. O fato é que, ao lado da democracia representativa, é inevitável a transição até uma democracia participativa, por exemplo com o fortalecimento dos conselhos municipais e mecanismos como audiências públicas e leis de iniciativa popular, entre outros canais. O movimento global por democracia tem como pano de fundo a justa crítica à ordem econômica mundial, marcada pelo domínio de grandes corporações, financeiras e industriais. Mas ele apenas terá sucesso se o desejo global por mudanças se traduza em alterações concretas nas instituições políticas.
O mesmo no caso específico do Brasil. Sem mudanças profundas na arquitetura política, continuará o filme já visto, caracterizado por “cenas” e “planos” como a prioridade dos ocupantes de cargos executivos ou legislativos pela sua própria reeleição, em detrimento dos interesses gerais da população. E eleição e reeleição no Brasil, como se sabe, custa muito caro, não está ao alcance da imensa maioria dos cidadãos. Sem a reforma política, na realidade sem uma revolução completa nas estruturas políticas vigentes, o Brasil não dará saltos maiores em benefício do seu povo. O resto é pura conversa mole. (Por José Pedro Martins)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Região de Campinas se prepara para reunião com governador Alckmin
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Governo de São Paulo acelera processo de estruturação da macrometrópole paulista: desafios para a cidadania
A INFÂNCIA E O CONSUMO CONSCIENTE NA REGIÃO EM DEBATE NO SESC-CAMPINAS
A infância e o consumo consciente. Este é o tema do bate-papo que o SESC-Campinas sedia no próximo dia 6 de outubro, quinta-feira, a partir das 14 horas, dentro da série “Fala mais sobre isso!”. O evento será um momento privilegiado para o debate sobre os hábitos de consumo em geral das crianças e cidadãos em geral, considerando o embate entre as tradições culturais e os parâmetros do consumo consciente, responsável ou sustentável.
Os expositores estão envolvidos em alguns dos principais grupos que lidam com o consumo consciente na região de Campinas. Ó tema geral será apresentado pela antropóloga Olivia G.Janequine, do grupo Trocas Verdes. Trata-se de um grupo criado em 2007, por um conjunto de pessoas incomodadas com a atual relação de produção e consumo de alimentos no mundo e, em particular, em Campinas e região. O Trocas Verdes está baseado em princípios da economia solidária, da autogestão, da soberania alimentar, e preocupado com o sabor dos alimentos, assim como com a saúde do corpo e do planeta.
Em seguida, será apresentado o Projeto Conexão Social Sindivarejista, que leva educação para sustentabilidade a alunos, professores, comerciantes e moradores da região. O objetivo final é fazer a conexão entre fornecedores e consumidores, possibilitando a construção de uma ética mais coletiva e de um novo olhar sobre a relação entre cidadania e hábitos de consumo sustentável. O Conexão Social foi premiado pelo Projeto Cidadão, em parceria entre a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Foi também finalista do III Prêmio FGV-EAESP de Responsabilidade Social no Varejo, na categoria Entidade Varejista. A premissa do Conexão Social é que a educação para a sustentabilidade começa no orçamento familiar, no comércio local e no dia-a-dia do cidadão. As atividades na quinta-feira, 6 de outubro, serão no Teatro do SESC-Campinas. A entrada é grátis.