Ele caminha calmo, tranquilo, pelas ruas de Itamogi, sudoeste de Minas Gerais, onde voltou a morar, quatro décadas depois. Mora em Itamogi, mas é titular da paróquia de Senhor Bom Jesus de Guardinha, distrito de São Sebastião do Paraíso. Itamogi foi a primeira paróquia que o jovem padre Nelson assumiu, entre 1971 e 1975, período em que a cidade passou por transformações profundas e quando foi um microcosmo perfeito da realidade brasileira da época. O país vivia o auge da ditadura militar e ansiava por mudanças. Depois de implantar todos os projetos que idealizara, o religioso assumiu novos desafios, passando por São José da Barra-Furnas, Passos, Bom Jesus da Penha e, agora, Guardinha, morando em Itamogi, que ele ama com todas as forças. (Ver mais em HISTÓRIAS DA BELA REGIÃO)
Histórias sobre Campinas, região metropolitana e bacia do rio Piracicaba. O povo da região, a cultura, o meio ambiente, ideias sobre o hoje e os desejos para o amanhã. E as impressões de viagem de um jornalista mineiro vivendo em Campinas e região há 30 anos. Claro, saudoso, também escreve sobre a região de onde veio - Itamogi, Monte Santo de Minas, São Sebastião do Paraíso, Santo Antonio da Alegria, Altinópolis, Batatais...
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
O escultor da poesia: Lau Fernandes
Um "autor inédito na Europa e na América do Norte, ineditíssimo também na África e no Oriente, dispenso apresentações. Sou, certamente, o maior poeta vivo que minha mãe conhece". Assim Lau Fernandes se apresenta na contracapa do livro "Trem da Vida", de 1995, uma síntese de sua poesia crítica, corrosiva, irônica. Filho de família numerosa, entre seus 19 irmãos está o padre Nelson Fernandes de Oliveira, que começou sua carreira em Itamogi. Lau era artista múltiplo, escultor habilidoso e professor por muitos anos em Guaxupé, onde faleceu há alguns anos. A sua poesia ainda merece um reconhecimento maior no universo da literatura brasileira. (Ver em IDEIAS)
domingo, 22 de maio de 2011
Levy Lopes, um diamante do pagode universitário, mais um Tesouro de Minas Gerais

Com apenas 21 anos, filho de Monte Santo de Minas, Levy Lopes se consolida como um expoente do pagode universitário. Ele é um dos Tesouros de Minas, título da coluna que o blog BELA REGIÃO começa hoje com artistas que evoluem na cena musical e outros já consagrados. Simpatia, humildade e enorme talento são a marca do multiinstrumentista Levy, que desenvolveu um estilo próprio a partir da incorporação de diferentes influências e de passagens em vários grupos antes de decidir pela carreira solo. Diversas cidades paulistas, inclusive a capital, e do Sudoeste de Minas Gerais já confirmaram o brilho no palco de Levy, que respira e transpira música desde a infância, na casa que tem outros artistas. Uma história de fé em um ideal e de trabalho árduo, na construção de um projeto de vida. (Ver em TESOUROS DE MINAS)
Livro comenta a gênese da Comunidade Saudável em Campinas no governo de Magalhães Teixeira-Edivaldo Orsi
Campinas foi uma das cidades pioneiras no Brasil a abraçar e implantar o conceito de Comunidade ou Cidade Saudável. Conceito defendido pela Organização Panamericana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS-OMS). Foi no governo de José Roberto Magalhães Teixeira-Edivaldo Orsi (1993-96), quando também foi lançada, igualmente com pioneirismo no país, o Programa de Renda Mínima. Esse processo é contado no livro "Campinas no rumo das Comunidades Saudáveis" (IPES Editorial), em co-autoria de José Pedro Soares Martins e Humberto de Araújo Rangel e colaboração de vários especialistas da Unicamp. (Ver em MEUS LIVROS)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Monte Santo de Minas promove Marcha da Luta Nacional Antimanicomial
Uma caminhada contra o preconceito e a intolerância e por um novo olhar da sociedade brasileira para os distúrbios mentais, que incapacitam mais do que doenças cardíacas. Às 14 horas desta quarta-feira, 18 de maio, sai da Praça da Matriz e percorre as ruas centrais de Monte Santo de Minas a Marcha da Luta Nacional Antimanicomial. Atividade que marca a lembrança na cidade do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, data simbólica dos avanços obtidos nos últimos anos, em termos de luta antimanicomial, mas também de estímulo para que a luta prossiga, pois os estigmas permanecem. A promoção da Marcha é do Centro de Atenção Psicossocial - CAPS Rosalino, João e Paixão, homenagem a três portadores de transtornos mentais que circulavam pelas ruas centrais de Monte Santo. A Marcha vai passar por muitos pontos onde os três eram vistos, como um sinal de esperança de que o Brasil vive a aurora de novos tempos em políticas públicas, antes praticamente inexistentes, para distúrbios mentais.
Após uma grande luta de profissionais do setor, de organizações da sociedade civil e dos próprios portadores, foi editada em 2011 a Lei 10.216, que instituiu um novo modelo de assistência aos portadores de distúrbios mentais no país. Eles passaram a ter muito mais direitos, em termos de melhorias no tratamento, de inclusão na comunidade e a cuidados integrais, entre outros.
Com a nova legislação, o Estado brasileiro, compreendendo as três instâncias de governo, passou a ter responsabilidade na formulação e execução de políticas públicas humanitárias, abrangentes, eficientes e participativas dirigidas aos portadores. A internação passou a ser vista como último recurso terapêutico, ao contrário do que era feito durante muito tempo, quando era vista às vezes como a única solução e era praticada indiscriminadamente. A internação em instituições asilares passou a ser vetada.
Foi então estabelecida uma Política Nacional de Saúde Mental, envolvendo ações como o Programa de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica Hospitalar - PRH, abrangendo a redução gradativa e de forma planejada dos leitos, e o Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares - PNASH-Psiquiatria. De forma concomitante, passaram a ser estimuladas e implementadas medidas como a expansão de serviços residenciais terapêuticos, a criação de leitos para saúde mental em hospitais gerais, a atenção mais qualificada em relação ao uso de álcool e drogas e a reorientação dos manicômios judiciários.
A multiplicação e qualificação dos CAPS é um dos pontos centrais da Política Nacional de Saúde Mental, em conjunto com várias outras medidas, como programas de geração de renda e trabalho e ações culturais e educacionais, envolvendo portadores e familiares. Conquistas já foram obtidas. Entre 2003 e 2008 o Programa De Volta para Casa beneficiou 3 mil portadores de distúrbios mentais no país. No mesmo período, o número de CAPS mais que duplicou, aumentando de 500 para 1290.
Cândido Ferreira, Campinas - Uma das instituições que se tornaram modelo nesse sentido é o Serviço de Saúde Cândido Ferreira, de Campinas. A partir de 1993 ele já era considerado referência em tratamento de saúde mental no Brasil pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Atendendo a mais de 1 mil usuários por mês, o Cândido Ferreira, fundado em 1924, tem-se empenhado muito na desospitalização, na participação social dos usuários e no respeito ao direito à convivência com a diversidade, com a diferença. Para colocar em prática esses princípios, tem uma estrutura que inclui, entre outros recursos, três Centros de Convivência, Núcleo de Oficinas e Trabalho (NOT), Cândido Escola e, também, quatro CAPS, um Núcleo Clínico, Núcleo de Atenção à Dependência Química e Núcleo de Atenção à Crise (NAC).
Usuários do Cândido participam de atividades em comunicação comunitária, como o programa de rádio Maluco Beleza e Jornal Candura. O Bloco do Candinho, que sai pelas ruas do distrito de Sousas, há vários anos tornou-se um dos destaques do Carnaval de Campinas.
Luzes em novos horizontes para a saúde mental no Brasil. Por isso a Marcha deste 18 de maio em Monte Santo de Minas, Dia Nacional da Luta Antimanicomial, alcança um enorme significado. Os cristais de novos tempos que brilham no coração da esperança. (Por José Pedro S.Martins)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Código Florestal e a falta de um projeto de futuro no Brasil (e não falta sempre?)
A polêmica que marcou a sessão de adiamento da votação do projeto do novo Código Florestal revela a ausência de um projeto de futuro no Brasil. Que falta faz nesse momento da vida política nacional a voz de Florestan Fernandes e sua sociologia crítica. Fundamental resgatar em seus livros a anatomia que fez de nossa formação social, de nossas mazelas, das estruturas que continuam impedindo o avanço, ou melhor dizendo, a construção da democracia (eco)social. (Ver artigo na coluna DAS IDEIAS)
domingo, 15 de maio de 2011
PCNs: A ROTA NUCLEAR BRASILEIRA, LIVRO NA ÍNTEGRA
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