quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Meio ambiente é tema de Pré-Grito dos Excluídos nesta quinta-feira no Satélite Íris I em Campinas

A necessidade de preservação do meio ambiente, em benefício das atuais e futuras gerações, é um dos temas do Pré-Grito dos Excluídos, que será realizado neste dia 1 de setembro, quinta-feira, no Jardim Satélite Íris I, em Campinas. O evento começa às 8h30, com saída no PROGEN II (rua Caio Graco Prado, 281) e caminhada pelas ruas do Satélite Íris I, bairro que concentra vários desafios sociais mas onde existe uma cidadania cada vez mais ativa e transformadora. A realização do Pré-Grito dos Excluídos é da Rede Intersetorial Satélite Íris I, que reúne várias organizações sociais da comunidade e ativos como escolas públicas.

O evento está relacionado ao Grito dos Excluídos, promovido anualmente a 7 de setembro, por ocasião da lembrança da Independência do Brasil. O tema do meio ambiente, por sua vez, está associado à Campanha da Fraternidade de 2011 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que discutiu a preservação da vida, diante das múltiplas ameaças em curso, como o aquecimento global, a destruição da biodiversidade e a poluição cresce da água.

O encerramento da caminhada será na EE Rosina Frazatto. Estão previstas atividades como leitura de poemas, apresentação de maracatu e outras danças, plantio de árvores e premiação de concurso de poesia e desenho sobre a temática ambiental, entre outras.

Durante muitos anos a região teve um lixão a ceu aberto, representando portanto a clara omissão do poder público com a questão ambiental. Na história recente o Satélite Iris se destaca pela organização e mobilização social, em uma ação coletiva, intersetorial e em rede pela educação, inclusão e qualidade de vida. Um exemplo para Campinas, região e todo Brasil.

Impactos das políticas de segurança na infância e adolescência latino-americanas são tema de Colóquio internacional em São Paulo

O Centro Universitário Maria Antonia, da Universidade de São Paulo, está localizado na rua do mesmo nome, em instalações de enorme relevância para a história política, cultural e social do Brasil. Pois este será, dias 13 e 14 de setembro, o espaço do Colóquio Políticas de Segurança e Direitos Humanos: Enfocando a primeira infância, infância e adolescência. O Colóquio, que será realizado no Centro Universitário Maria Antonia da USP (Rua Maria Antonia, 258 e 294, Vila Buarque, São Paulo), tem organização de Equidade para a Infância América Latina, Rede Nacional Primeira Infância, Instituto Arcor Brasil, Fundación Arcor (Argentina) e Instituto C&A, tendo como aliados o Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI) e a Rede ANDI. No dia 13 de setembro o Colóquio começa às 8h30 com o credenciamento e, no dia 14, às 9 horas.
Este evento proposto por Equidade para a Infância América Latina tem como finalidade promover um debate sobre as políticas de segurança em termos dos seus impactos nos direitos das crianças e adolescentes, a partir de uma perspectiva latino-americana.
O encontro é motivado pela preocupação em relação às condições de vida das crianças e adolescentes, e às múltiplas formas de violência que afetam direta e indiretamente tanto as crianças pequenas a partir dos primeiros anos de vida, quanto os adolescentes. O Colóquio pretende enfocar algumas situações como a falta de atenção dada à primeira infância nas discussões sobre a violência e a segurança pública, bem como a visibilização social dos adolescentes principalmente como agentes de violência, sendo por isso foco de repressão e de demandas sociais por maior punição.
Considerando a complexidade e pertinência deste tema na região, propõe-se um espaço para a reflexão em torno das políticas de segurança pública que priorize a necessidade de proteger os direitos das crianças e adolescentes, sejam elas vítimas ou agentes da violência. O debate estará dirigido principalmente à análise da realidade brasileira, mas promovendo o diálogo da situação nacional com as experiências e contribuições de outros países latino-americanos, como Colômbia e México.
Especialistas acadêmicos, representantes governamentais e de organizações sociais apresentarão diferentes pontos de vista acerca do problema e reflexionarão sobre as políticas e programas de segurança a partir da perspectiva da garantia dos direitos humanos, e particularmente, dos direitos da infância e adolescência.
Deste modo, o colóquio se organiza através de dois eixos de discussão:
i) Desigualdades sociais, contextos e condições de vida
ii) Respostas estatais e da sociedade civil
A atividade se dirige a especialistas, acadêmicos, profissionais e técnicos de programas e projetos orientados à defesa e promoção dos direitos da infância.
A participação é gratuita, sendo necessária confirmação prévia.
Mais informações: http://www.equidadeparaainfancia.org/

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mobilidade urbana em debate no SESC-Campinas na quinta, 1 de setembro



Último evento, em agosto, com professor Mohamed Habib,

lotou o teatro do SESC-Campinas




No dia 1º de setembro, quinta-feira, a partir das 14 horas, o SESC-Campinas dá continuidade à série de bate-papos “Fala mais sobre isso”, com o tema “A mobilidade urbana que temos e a que queremos”. Oportunidade para uma ampla reflexão sobre sistemas de mobilidade urbana, à luz das práticas culturais das comunidades locais e das demandas da sustentabilidade, sobretudo em áreas de alta densidade como regiões metropolitanas.
O conferencista será o engenheiro Agenor Cremonese, especialista em mobilidade urbana, assessor da Prefeitura de Campinas quando o município ganhou o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito em 1995 e 1996, coordenador de programas de segurança no trânsito de Santo André e Criciúma em parceria com a Rede URBAL, da Comissão Europeia, coordenador do Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Santo André, atual assessor em mobilidade urbana das Prefeituras de Osasco e Bragança Paulista.
Em seguida à conferência, haverá a apresentação do Projeto Ciclovia de Indaiatuba, pela Prefeitura de Indaiatuba, cidade em que o uso de bicicleta representa uma prática cultural tradicional. A série “Fala mais sobre isso” representa um espaço de reflexão sobre temas relacionados à cidade. Em agosto, o professor Mohamed Habib, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, foi o conferencista. As atividades nesta quinta-feira, 1º de setembro, serão no Teatro do SESC. A entrada é grátis. A mediação do evento será do jornalista José Pedro Martins.

domingo, 28 de agosto de 2011

Escolas das regiões de Piracicaba e Bragança Paulista podem se inscrever até amanhã, dia 29, no Programa Minha Escola Cresce

Reprodução de obra de Tarsila do Amaral em muro da EE Governador Mário Covas, de Monte Mor, fruto de projeto que participou do Programa Minha Escola Cresce, do Instituto Arcor Brasil




Serão encerradas nesta segunda-feira, dia 29 de agosto, as inscrições para escolas interessadas em participar da Nona Edição, referente a 2012, do Programa Minha Escola Cresce, do Instituto Arcor Brasil. As inscrições poderão ser feitas, por escolas de ensino fundamental das regiões de Piracicaba e Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e municípios de Contagem (MG) e Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho (PE), no site do Instituto Arcor Brasil (http://www.institutoarcor.org.br/).
Após as inscrições, serão promovidas oficinas de elaboração de projetos, para as diferentes regiões de abrangência do Programa, entre 1º e 23 de setembro. Em seguida às oficinas, os projetos candidatos serão encaminhados, até o dia 3 de novembro, mês em que serão definidos os projetos que terão apoio em 2012 do Instituto Arcor Brasil.
Em oito anos, já são 166 projetos apoiados dentro do Programa Minha Escola Cresce, de escolas públicas do interior de São Paulo e mais municípios de Contagem e Ipojuca. A iniciativa visa dar respaldo técnico e financeiro a projetos concebidos pelas próprias escolas, após amplo diagnóstico interno. As ações sempre dão estímulo ao protagonismo de crianças e adolescentes e visam maior participação das famílias e comunidade na vida escolar. Fortalecer as escolas públicas, como espaço privilegiado de geração e disseminação do conhecimento, constitui então o foco central do Programa.
Na Oitava Edição, referente a 2011, são apoiados projetos em Bragança Paulista, Pinhalzinho, Pedra Bela, Rio das Pedras, Capivari, Monte Mor e em Piracicaba, todos no interior de São Paulo. Os demais são em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (seis projetos), e em Ipojuca, em Pernambuco (quatro projetos).
Os 22 projetos foram selecionados após oficinas com representantes de dezenas escolas que apresentaram projetos nos três estados e depois da avaliação de uma comissão de especialistas. As cidades com projetos apoiados são de regiões onde estão localizadas as cinco fábricas da Arcor do Brasil.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Chuvas não melhoram situação de rios da região de Campinas e Piracicaba



As chuvas dos últimos dias não melhoraram a situação dos rios das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a Região Metropolitana de Campinas (RMC). O boletim da Agência Nacional de Águas (ANA), com dados do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) de São Paulo, mostra que à zero hora de 24 de agosto a vazão do rio Piracicaba em Piracicaba era de 38,31 metros cúbicos por segundo, a mesma de uma semana atrás. O cenário continua critico, então, para os recursos hídricos na região, que todo ano passa pelo mesmo drama, sem que providências efetivas estejam sendo acenadas no horizonte pelo conjunto dos poderes públicos.

A sociedade regional também parece paralisada diante do estresse hídrico que é cada vez maior, com o volume de água disponível não acompanhando o crescimento da população e de atividades econômicas. Em dez anos, entre 2000 e 2010, a população da RMC cresceu quase 400 mil moradores, equivalentes a "duas Sumaré", sendo que a água disponível continua a mesma. De onde sairá a água dos próximos dez anos?

Neste contexto, aumenta a expectativa com relação à renovação da outorga do Sistema Cantareira em 2014. A região reivindica maior liberação de água. Atualmente, a região do PCJ tem direito a 5 metros cúbicos, ou 5 mil litros por segundo. São reivindicados pelo menos 12 metros cúbicos por segundo na renovação da outorga. Faltam apenas três anos. O quadro é muito grave. A região precisa acordar, antes que seja tarde demais. (José Pedro S,Martins)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Oficinas sobre capoeira em Santa Bárbara: patrimônio cultural do Brasil para ler, ver e praticar

Capa do livro Capoeira, um patrimônio cultural, de José Pedro Martins (texto) e Adriano Rosa (fotos)



Neste domingo, 21 de agosto, a Estação Cultural, mantida pela Fundação Romi, em Santa Bárbara d´Oeste, vai oferecer oficinas de capoeira, sob a coordenação do Mestre Tuim. As oficinas estão ligadas ao Projeto Capoeira, um Patrimônio Cultural (da Editora Komedi e 3S Projetos), que inclui livro do mesmo nome, assinado pelo jornalista José Pedro Martins, com fotos de Adriano Rosa. As oficinas serão entre 8 e 9h30 e entre 10 e 11h30. O evento é gratuito e aberto a toda comunidade.


O livro "Capoeira, um patrimônio cultural" (Komedi, 2011), bilíngue, em português e inglês, faz um registro histórico das raízes da capoeira, que poderá ser incluída como esporte nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. "Será a coroação da presença internacional da capoeira, esporte sim, mas, sobretudo, uma filosofia de vida e uma das mais completas traduções da alma mestiça brasileira. A alma que dança, que ginga sob o acompanhamento harmonioso do berimbau, dos pandeiros e de outros instrumentos", diz o autor.


Em seguida o jornalista José Pedro Martins destaca a repressão que marcou os primeiros tempos da capoeira no Brasil, apesar do reconhecimento popular e de seu papel, por exemplo, na Guerra do Paraguai. Durante o primeiro governo Getúlio Vargas, a capoeira foi finalmente liberada. Tendo como pilares nomes como os mestres Bimba e Pastinha, a capoeira, em suas versões Regional e de Angola, ganhou todo Brasil, além de servir como "embaixada" brasileira em mais de 100 países.


A capoeira na cultura é outro tema abordado no livro. Ela foi objeto de reflexões na literatura, por nomes como Jorge Amado, Gilberto Freyre e Machado de Assis. No cinema, com destaque para o filme "Barravento", de Glauber Rocha. Nas artes plásticas, na obra de nomes como Debret e Rugendas.


"Capoeira, um patrimônio cultural", o livro, também destaca a presença da capoeira em território paulista, em municípios como São Paulo, Sorocaba e Porto Feliz. Em Campinas, também, com o papel histórico, nos tempos recentes, da Academia de Odete Raia, que fez um convite para grandes mestres para atuarem na cidade. Alguns deles se fixaram em Campinas, que se tornou importante polo regional. Mestres Tarzan, Godoy e Maya são alguns dos nomes de referência da capoeira na cidade, que em 2004 sediou o I Seminário Nacional de Estudos sobre a Capoeira.


O autor conclui: "O Seminário de Caminas é mais um evento demonstrando a força da capoeira em território paulista, a exemplo do que ocorre em todo país, espraiando-se por todo planeta. Um alfabeto de cores e amores, cultivado na nossa mestiçagem e distribuído como mensagem de paz do Brasil e seu povo maravilhoso para o mundo".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vazão do rio Piracicaba atinge índice crítico: região redobra o alerta



A vazão do rio Piracicaba, na cidade de Piracicaba, atingiu o índice absolutamente crítico de 38,31 metros cúbicos por segundo à zero hora deste dia 17 de agosto, quarta-feira. Um número que confirma a gravidade da situação dos recursos hídricos na região das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), como tem ocorrido em épocas de estiagem como a atual. Cenário que ratifica a necessidade de medidas urgentes, para garantir o abastecimento de água da região, que inclui a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Os dados da vazão são da rede telemétrica do DAEE-SP, e estão incluídos no boletim periódico emitido pela Agência Nacional de Águas (ANA).

A média histórica de vazão no rio Piracicaba entre 1965 e 1996 foi de 143,9 metros cúbicos por segundo. Hoje a demanda de água nos 65 municípios das três bacias é de 36,34 metros cúbicos por segundo, sendo 19,06 m3/s pelo setor urbano, 10,58 pelo segmento industrial e 6,69 para a área agrícola, via irrigação.Sem ação efetiva de proteção das águas, em termos de qualidade e quantidade, não haverá garantia para satisfazer as demandas futuras, diante do crescimento populacional esperado e de novas atividades econômicas previstas. A projeão contida no Plano de Bacias 2010-2020 do PCJ é que, em 2020, a região tenha quase 6 milhões (cerca de 5,9 milhões de moradores), contra os atuais 5 milhões de moradores. Uma "nova Campinas", com aproximadamente 1 milhão de moradores, será então acrescentada à região em uma década.

O Plano de Bacias prevê uma demanda de 22,63 metros cúbicos por segundo para o setor urbano em 2020 (de acordo com o cenário tendencial projetado), mais uma demanda industrial de 12,17 m3/s e uma demanda para irrigação de 6,81 m3/s, somando 41,61 m3/s. Ou seja, em uma década a demanda aumentará em 5 metros cúbicos por segundo, aproximadamente. De onde sairá essa água? (JPSM)