domingo, 24 de abril de 2011

O dourado no coração de Itamogi

Final de tarde, o sol se pondo, o céu fica douradinho, colorindo a matriz de São João Batista e tudo o mais no coração de Itamogi. (Imagens em OLHARES)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Voo livre, rumo à felicidade, na Ilha do Ar de Santo Antônio da Alegria

Um mergulho na felicidade, a paixão voando a céu aberto. Nestes dias 22, 23 e 24 de abril, Santo Antônio da Alegria está sediando a primeira etapa do Circuito Interclubes de Voo Livre. Na quinta-feira, 21, houve free fly, para reconhecimento de terreno.

O local das competições é a maravilhosa Ilha do Ar, local na Serra do Baú que conta com todos os quadrantes para a prática do voo livre. São 260 metros de altura, com rampa apresentando desnível considerado perfeito e drop de 290 metros. O cenário é o mais deslumbrante possível. A Associação de Voo Livre Ilha do Ar é o clube responsável.

Mais de 90 pilotos foram inscritor para a etapa da Ilha do Ar, de cinco estados. As próximas etapas do Circuito Interclubes serão em Torrinha (25 e 26 de junho), Socorro (20 e 21 de agosto) e São Pedro (22 e 23 de outubro), todas em São Paulo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Música na Praça volta a encantar Itamogi e região

Correto & Corrente, legítima música de raiz brasileira

(Foto Renato Fabretti)

Um show de simpatia. Foi assim a apresentação de Correto & Corrente, em mais uma edição do Música na Praça, neste domingo, 17 de abril, em Itamogi. Muita gente na praça São João Batista para apreciar esses legítimos representantes da mais genuína música de raiz brasileira, além de outras atrações da iniciativa que já se consolida como uma das mais completas e diversificadas opções culturais da região. Espaço para a expressão de novos talentos, mas também para o resgate de grandes nomes consagrados e queridos, como a dupla Correto & Corrente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

7 de abril de 2011, o "nosso 11 de setembro"


7 de abril de 2011, o "nosso 11 de setembro". Nada será como antes. Provavelmente agora teremos, espero, um amplo, sério e eficiente programa multidimensional, envolvendo profissionais habilitados, organizações sociais que lidam há anos com a questão, a comunidade escolar, maior participação dos pais e da comunidade do entorno, para lidar com o desafio da violência nas escolas. Espaço sagrado, que não pode ser transformado em nova área de guerra. Novo front da guerra civil que continua ocorrendo no Brasil, sim, senhores e senhoras.

Violência grave em escola não é de hoje no Brasil, claro. Estão dizendo que o de hoje é o primeiro massacre em escola no país. Mesmo que "tecnicamente" tenha sido diferente, já ocorreu, por exemplo, em Campinas, dia 6 de outubro de 1999. Mascarados invadiram uma escola no Vida Nova, mataram três jovens e feriram outros sete. Episódio conhecido como Chacina do Vida Nova, que cruel ironia.

Foi a coroação de uma escalada de violência que atingiu Campinas na década de 1990. A ante-sala do complexo e ainda violento, muito violento século 21. Mas talvez agora algo mude. Tomara. Tenho, em função de meus compromissos profissionais, conhecido muitas escolas públicas pelo Brasil afora, que estão fazendo um belo trabalho de envolvimento comunitário. É só ter mais apoio, do poder público, empresas e comunidade em geral, que as escolas públicas estarão muito mais capacitadas a enfrentar essa epidemia de violência. E aí poderão se concentrar na sua generosa missão.

terça-feira, 29 de março de 2011

Prosas e proezas dos filhos da pauta de Campinas




Um dos meus maiores orgulhos como jornalista é ter participado do livro "Os filhos da pauta - Cronistas de Campinas", lançado em 1997, por Edições Independentes, com textos de jornalistas que trabalhavam no Correio Popular: Carlos Lemes Pereira, Célia Siqueira Fajallat, Dario Carvalho Júnior, Marcelo Pereira, Rogério Versignasse e eu. Artigos e reportagens sobre a cidade de Campinas, mas sobretudo sobre a vida em todas as suas dimensões, no livro que teve prefácio de Pedro J.Bondaczuk. (Ver trechos na página MEUS LIVROS)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Empresários e ambientalistas de Minas e São Paulo apresentam neste 24 de março proposta de consenso sobre Código Florestal

Nesta quinta-feira, dia 24 de março, organizações ambientalistas e empresariais de Minas Gerais e São Paulo irão apresentar documento com propostas conjuntas relacionadas a modificações no Código Florestal. Após intensas negociações, as organizações chegaram a um acordo, em função da polêmica provocada pelo substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PC do B) de mudanças no Código Florestal. Ambientalistas e cientistas têm divulgado nos últimos meses sérias críticas ao substitutivo do parlamentar comunista.
Em Minas Gerais, a cerimônia de lançamento do documento acontecerá às 13h30, em Belo Horizonte, na sede da AMDA - Associação Mineira de Defesa do Ambiente. Estarão presentes representantes da AMDA, do Sindiextra (Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais) e outras nove organizações signatárias.
O mesmo ocorrerá em São Paulo, em ato simultâneo, no hotel Tivoli São Paulo Mofarrej, nos Jardins, com a presença de representantes empresariais do setor de base florestal plantada (celulose) e várias organizações ambientalistas de expressão nacional. Documento similar já havia sido entregue no último dia 15, por representantes de ambientalistas e setor de celulose, ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia. O documento foi encaminhado por Maia ao deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), coordenador da câmara de negociação criada na Câmara dos Deputados, relacionada ao projeto de Aldo Rebelo.
A redução da Área de Preservação Permanente nas margens de rios, o que poderia incrementar o desmatamento e os riscos para os recursos hídricos, é uma das principais preocupações de cientistas e ambientalistas. A redução da reserva legal na Amazônia também inquieta, pois também poderia estimular mais desmatamento na região.
Um estudo dos pesquisadores Gerd Spavorek (ESALQ, USP), Alberto Barretto (aluno de doutorado da ESALQ-USP), Israel Klug (consultor) e Goran Berndes (professor da Universidade de Chalmers, Suécia) demostrou que não seria necessário maior desmatamento para aumentar a produção agrícola no Brasil. O incremento da área agrícola seria nas áreas de pecuária extensiva. A pecuária, por sua vez, poderia poderia ser estimulada pela intensificação e ganho de produtividade.
No estudo, eles lembram que 83 milhões dos 278 milhões de hectares ocupados pelo setor agrupecuário no país não estão em conformidade com o Código Florestal ainda em vigor, e deveriam então ser recuperados. Ou seja, mesmo com o Código Florestal em vigor, já ocorre desmatamento. Se ele for "abrandado", os riscos seriam maiores.

terça-feira, 22 de março de 2011

Sociedade brasileira tem indignação retórica, diz Washington Novaes no Dia Mundial da Água 2011

Inauguração do auditório Capivari, da Sanasa,
em Campinas, no Dia Mundial da Água de 2011


Jornalistas José Pedro Martins e Washington Novaes
debatem desafios das águas no Brasil

Prefeito dr.Hélio de Oliveira Santos lembra origem do saneamento
em Campinas, após febre amarela no final do século 19



Vereador Luiz Yabiku, prefeito dr.Hélio Santos,
vice-prefeito Demétrio Vilagra e presidente da Sanasa, Lauro Péricles

A sociedade brasileira tem uma indignação retórica, e por isso não age como deveria em relação ao enorme déficit no saneamento, uma das principais causas da má qualidade da água em muitas regiões do país mais privilegiado em recursos hídricos do planeta. A afirmação é do jornalista Washington Novaes, e foi feita na manhã deste dia 22 de março de 2011, em Campinas, em evento relacionado ao Dia Mundial da Água. O evento marcou a inauguração do auditório Capivari da sede da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A (Sanasa).
O prefeito dr.Hélio de Oliveira Santos participou da cerimônia, e lembrou como o saneamento começou a ser tratado com seriedade em Campinas, após a epidemia de febre amarela no final do século 19 e que devastou a cidade. Mais de um século depois, complementou o prefeito, a cidade dá o exemplo, com o avanço exponencial no tratamento de esgotos. Até 2012 estará instalada a capacidade de tratamento de 100% dos esgotos, após a inauguração de estações como a Estação Produtora de Água de Reuso (Repar), na bacia do rio Capivari.
Também participaram da cerimônia o vice-prefeito e presidente da Ceasa-Campinas, Demétrio Vilagra, o presidente da Sanasa, Lauro Péricles, e o vereador Luiz Yabiku, representando a Câmara Municipal. Outros vereadores e diversos secretários municipais acompanharam a solenidade.
Múltiplos desafios - O evento na Sanasa, na manhã de quarta-feira, 22 de março, foi encerrado com um painel com a participação dos jornalistas Washington Novaes e José Pedro Martins. Uma das referências no jornalismo ambiental brasileiro, Novaes considerou um enorme absurdo os déficits no saneamento no país, como o fato de que mais da metade dos domicílios ainda não esteja ligada à rede coletora de esgotos. Citou o caso de Belém, em plena Amazônia, onde há apenas 8% de coleta e 3% de tratamento de esgotos.
Novaes defendeu a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, o fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas e a cobrança dos geradores de resíduos pelo lixo que produzem. Observou que a composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, em sua maioria por membros ligados a órgãos do governo federal, gera situações como a da aprovação da transposição do Rio São Francisco. "A transposição foi recusada por imensa maioria no Comitê do São Francisco, mas acabou aprovada no CNRH pela maioria governista", protestou.
O jornalista também denunciou o risco de adoção da tecnologia de incineração de resíduos no Brasil e afirmou que, se aprovado o projeto do deputado Aldo Rebelo (PC do B), de modificação do Código Florestal, o setor agrícola "caminhará para o suicídio", na medida em que a redução da área de preservação permanente terá impacto direto na produção de águas para a lavoura. No final, defendeu uma postura mais ativa da sociedade brasileira, que a seu ver sofre de indignação retórica, não protestando e sobretudo agindo em relação a déficits no saneamento e todos os riscos ligados ao abastecimento de água. O ser humano precisa considerar todas espécies vivas e recursos naturais como importantes, este é um passo essencial para uma nova cultura ambiental, concluiu Washington Novaes, articulista de "O Estado de São Paulo" e comentarista na TV Cultura.
O jornalista José Pedro Martins observou que a região da bacia do Rio Piracicaba tem dado (com iniciativas como a criação do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) importante contribuição na reflexão e em ações visando a proteção das águas no Brasil, incluindo a formulação da Lei Nacional de Recursos Hídricos, de 1997. Protestou contra a falta de medidas concretas relacionadas a alternativas ao Sistema Cantareira e lembrou que a Sanasa resistiu às várias tentativas de privatização. Lembrou ainda que houve forte movimento em Campinas contra um projeto de incineração de resíduos na cidade, que acabou sendo arquivado, na década de 1990. E pontuou que o Brasil, "país com alma de água", país mais privilegiado em recursos hídricos do mundo, não lidera como deveria um debate internacional sobre novo modelo de uso e proteção das águas.