sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dr.Darcy, uma vocação para servir a comunidade em Itamogi

Dr.Darcy, serviço público e abertura
para a comunidade. (Foto Arquivo da Família)


Durante muito tempo Itamogi não teve hospital ou pronto-socorro. Em muitos casos, os primeiros atendimentos foram feitos por um dentista, o Dr.Darcy Fidélis Marques, que por 40 anos prestou serviços no seu consultório particular e na saúde pública. Uma vocação de serviço à comunidade.
Vocação indicada na data de nascimento: 7 de setembro. Foi em 1936, na Fazenda Marques, município de São Sebastião do Paraíso. Era filho de José Fidelis Marques e Izoldina Emídia Marques. Foi o terceiro de seis filhos.
O interesse pela educação manifestou-se cedo. Em São Sebastião do Paraíso ele fez os primeiros estudos, até o ginasial, antes de se transferir para Belo Horizonte, onde cursou o científico, como era conhecido o atual ensino médio (antes, colegial).
Em 1959 mudou-se para Uberaba e, lá, dois fatos que mudaram a sua vida para sempre. Fez o curso de Odontologia, formando-se em três anos como ocorria na época. E foi em Uberaba que conheceu a sua futura esposa, Ieda. Ela, filha do casal Ludovico Teixeira Rosa e Filonila de Almeida Ferreira, donos do hotel onde Darcy ficou hospedado. O destino, a história, ou Deus, traçando os seus caminhos.
De volta à terra de origem, o Dr.Darcy fixou-se em Itamogi, onde montou consultório e logo ingressou no serviço público. O consultório era no local onde, hoje, funciona a lanchonete do Claudinei, centro da cidade.
Deu aulas de inglês e ciências no Ginásio Estadual de Itamogi e no Grupo Escolar Minas Gerais prestou longos serviços como dentista. Mas não só como dentista, pois ele trocava lâmpadas, arrumava mesas e carteiras e por aí vai.
Foram quatro décadas e, nesse período, atuação em vários setores. Adorava preparar um frango com quiabo, a comida preferida de muitos mineiros, e com a esposa Ieda Teixeira Marques e o casal Emir e Nabirra Elias, entre outros, ajudou a organizar muitos e animados bailes, na Sociedade Recreativa de Itamogi.
Não era fanático por futebol, mas foi juiz em muitas partidas do São Cristóvão. Em uma delas, teve que sair de campo protegido por escolta policial. Pudera, apitou um pênalti contra o time do coração dos itamogienses...
A educação, sempre a educação. Dr.Darcy gostava de ler muito e, atento às coisas de Minas e do Brasil, todo dia estava com o "Estadão" nas mãos. Muitas vezes, o jornal tinha uma de suas páginas rasgadas. Era a página em que era estampada uma partida de xadrez que este articulista, apaixonado pelo jogo, retirava para estudar. O Dr.Darcy fazia de conta que não via a página avariada.
Dr.Darcy e Dona Ieda tiveram dois filhos, Eduardo, cirurgião dentista como o pai, e Débora, farmacêutica bioquímica. "O que ficou do meu pai é a honestidade, a integridade, que busco passar para minhas filhas", diz Eduardo, pai de Marina e Ana Elisa, com sua esposa Silvia. Débora e Fernando deram o neto Vinícius para o Dr.Darcy, inesquecível com seu jaleco azul de dentista. Faleceu aos 65 anos, a 9 de janeiro de 2002, pouco depois, portanto, das Congadas e da Festa de Reis, duas marcas de Itamogi e que ele, como todos conterrâneos, amava tanto. Muita saudade e respeito de todos os que o conheceram. (José Pedro Martins)

Zeca Lopes, o construtor de sonhos de Batatais

Zeca Lopes, sempre elegante, com a camisa do clube que o projetou.
(Foto Arquivo Família Lopes)



Folha de folder distribuído por ocasião do centenário do atleta.


Convite para a inauguração em homenagem ao
construtor de sonhos de Batatais.


2010 é o ano do centenário do Corinthians, um dos clubes mais populares do Brasil. Mas também é o centenário de nascimento de um jogador que teve seu nome ligado para sempre ao Timão porque foi o primeiro do clube (ao lado de Jaú e Brandão) a ser convocado para a Seleção Brasileira, no caso a que disputou a Copa do Mundo de 1938. É José dos Santos Lopes, o Zeca Lopes, para o qual a sua família e sua cidade natal, Batatais, prepararam uma grande festa, prevista para o dia 7 de novembro.
Zeca Lopes foi o terceiro de de oito filhos de Arthur Lopes de Oliveira e Luiza Ferreira Borges. Nasceu a 1 de novembro de 1910, mas apenas a 25 de fevereiro aconteceu o registro. O jogador nasceu, então, pouco depois da fundação do Coringão, em 1 de setembro. E o destino de ambos estaria ligado de forma total.
Os fundadores do Corinthians eram todos trabalhadores: o cocheiro Anselmo Correa, o trabalhador braçal Carlos Silva, o sapateiro Rafael Perrone e os pintores de parede Joaquim Ambrósio e Antonio Pereira. Moravam no Bom Retiro e prestavam serviços para a Companhia de Estrada de Ferro São Paulo Railway - a ferrovia, portanto, na origem do Corinthians, assim como de tantos clubes, sobretudo no interior de São Paulo.
Pois Zeca Lopes também tinha o mesmo perfil. Começou sua vida profissional logo cedo, aos 9 anos, como ajudante de pedreiro, e desde então não deixou de ser isso: um construtor de sonhos. Sonhos que ele abraçava e tornava realidade com as mãos - construiu sua primeira casa, aos 15 anos, com madeira que retirava nas cercanias de Batatais - e com os pés habilidosos - desde cedo se destacava nas partidas com os amiguinhos.
A pobreza da família foi um elemento motivador. Zeca procurava se esmerar até nos jogos de malha para, ganhando um dinheirinho, ajudar nas despesas da família numerosa. E como tantos brasileiros vislumbrava no futebol uma oportunidade de melhoria nas condições de vida, e abraçou com força essa alternativa. Trabalhava duro, construindo casas, e voltava correndo para treinar. O futebol estava no sangue da família. Ele morava bem perto do maior campo de Batatais. O seu primeiro calçado foi uma chuteira de futebol. Antes, só descalço. A pobreza era tanta que, quando fez a primeira comunhão, Zeca e outros colegas tiveram que esperar um "segundo tempo". Uma turma de colegas de mais "posses" fez a primeira comunhão em um dia e, em outro, emprestou roupas para aqueles com recursos menores. Zeca estava entre eles.
Ainda amador, jogou em várias cidades da região de Ribeirão Preto, no Triângulo Mineiro e outras cidades de Minas. Em uma partida, no Sul de Minas, enfrentou nada menos que João Ramos do Nascimento, o Dondinho. Sim, ele mesmo, pai do Rei Pelé.
O Batataes Foot Ball Club foi o primeiro clube de Zeca Lopes, de onde saiu para o Comercial de Ribeirão Preto. Mas rapidinho saiu de lá para o Corinthians, onde se destacou com o apelido "O Tanque". A explicação: ninguém parava o jogador, quando saía em disparada pela ponta direita. A ida para o Corinthians foi literalmente abençoada, pela intermediação de um futebolista apaixonado, o Cônego Barros, que teria financiado até seu primeiro terno para se apresentar na capital...
Na época muito retraído, Zeca não se acostumou nas instalações reservadas pelo Corinthians para os atletas solteiros. O clube acabou alugando um quarto, em casa de uma senhora de idade, para que ele pudesse se sentir mais confortável. A aposta do clube deu certo. Ele se destacou logo no primeiro treino e foi escalado para a partida do domingo seguinte.
Zeca Lopes, ou Lopes, participou do terceiro tri do campeonato paulista do Timão, entre 1937 e 1939, sendo novamente campeão em 1941. O mundo já enfrentava os horrores da Segunda Grande Guerra e Lopes também teve de superar uma grande batalha: em 1941 deixava o futebol profissional, após ter-se machucado em uma partida beneficente em uma fazenda na região de Batatais.
Antes, o brilho na Seleção de 1938, que para muitos seria a vencedora da Copa do Mundo na França, não fossem, dizem alguns historiadores, vários conflitos internos. Era uma seleção muito acima da média, contando com gênios como Domingos da Guia, Zezé Procópio, Tim e, especialmente, Leônidas da Silva, o Diamante Negro. No gol, outro batataense, Algisto Lorenzato, o Batatais. O técnico era Ademar Pimenta.
Leônidas era a grande esperança e, enquanto jogou, não fez feio. Pelo contrário. Na primeira partida, contra a Polônia, fez três gols (um deles descalço!), em um dos mais disputados jogos da história dos mundiais. O Brasil ganhou por 6 a 5, depois de 4 a 4 no tempo normal. Bons tempos aqueles...
Mas o "Diamante Negro" se machucou na segunda partida contra a Tchecoslovaquia (o Brasil empatou o primeiro e ganhou o segundo jogo, de desempate, contra essa equipe do Leste Europeu) e apenas voltou no final do torneio. Sem o "pai da bicicleta" e inspirador do famoso chocolate batizado com seu apelido (o "Diamante Negro" tentou se recuperar mergulhado em uma banheira com água salgada), o Brasil perdeu a semifinal para a Itália, por 1x2, mas ganhou a disputa do terceiro lugar com a Suécia: 4 a 2, com dois de Leônidas, que terminou a competição com sete gols em quatro partidas disputadas e o merecido título de melhor jogador da Copa.
O destaque na Copa da França levou Zeca Lopes a uma nova convocação para a Seleção, para disputar a Copa Roca. No Corinthians, continuou a se destacar, até o encerramento precoce da carreira em 1941. Mas ele não se abateu, pois mesmo jogador continuava firme com sua segunda vocação, a de construtor.
Ele continuava construindo casas em Batatais, tendo sido o pioneiro de bairros como a Vila Cruzeiro e o Riachuelo. Neste, ergueu aquele que foi chamado de "prédio do Zeca Lopes", onde morou. Em uma gleba que adquiriu posteriormente, construiu casas que vendia a preços baixos. O local se transformou na Jardim Santa Luiza, um tributo a sua mãe, embora o bairro tenha sido popularmente batizado de Vila Lopes.
"Ele estava atento a tudo, não desperdiçava nada, como a minha mãe contava. Até prego que achava no chão ele utilizava nas construções. Uma vez, ao construir uma casa, ele pegou o armário de sua casa para reutilizar como janela", lembra Benedita, a filha mais velha de Zeca e Helena, de família de origem italiana.
O casal teve quatro filhos: Benedita, Arthur, Rosa Helena e José. A elegância foi uma das marcas de Zeca Lopes, que sempre estava de terno e chapéu. Ele faleceu em 28 de agosto de 1996, aos 85 anos.
"Meu pai nos ensinava acima de tudo a não ter preconceito, a não julgar ninguém", resume Benedita, dizendo que, como seus irmãos e demais familiares, sente enorme orgulho pelos pais que tiveram, Zeca e Helena, um completando o outro, juntos na solidariedade. "E ele era muito persistente, não desistia nunca dos seus sonhos", completa Benedita. Uma enorme lição de vida.
A lembrança do centenário de nascimento desse construtor de sonhos será dia 7 de novembro, a partir das 9h30, com a inauguração de monumento em sua homenagem, na praça do campo de futebol do Jardim Santa Luiza (Vila Lopes). Monumento encomendado pela família e assinado pelo artista plástico Luiz Xavier dos Santos. Uma bela e significativa homenagem a quem construiu tanto em vida. (Por José Pedro S.Martins)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Conhecimento de cultura afro é quesito no III Concurso Beleza Negra Paraisense

O conhecimento da história e cultura afro é um dos quesitos que estarão em julgamento no III Concurso Beleza Negra Paraisense, que será realizado dia 14 de novembro, a partir das 19 horas, no Teatro Municipal "Sebastião Furlan", em São Sebastião do Paraíso. O Estatuto da Igualdade Racial, a Lei Federal 10.639 (que prevê a inclusão da história e cultura afro-brasileira no currículo escolar), questões históricas relevantes como tráfico de escravos, a luta dos quilombos, abolição da escravatura, personalidades negras (como Abdias do Nascimento, Benedita da Silva, Edson Arantes do Nascimento e Zumbi dos Palmares, entre outros) e aspectos da religiosidade e cultura afro são ítens associados ao quesito em julgamento no Concurso que está mobilizando São Sebastião do Paraíso.
As inscrições para o III Concurso Beleza Negra Paraisense podem ser feitas até 5 de novembro, na Prefeitura de Paraíso. Outros quesitos em julgamento são simpatia, beleza, traje e cabelo afro. A Categoria Infantil considera a faixa etária de 7 a 14 anos. A Categoria Adulto, acima de 15 anos. Também haverá um prêmio para Melhor Cabelo Afro e para o salão ou profissional cabeleireiro.
Em novembro é comemorado o Mês da Consciência Negra. A 20 de novembro de 1695 foi morto Zumbi, líder do quilombo de Palmares. O III Concurso Beleza Negra Paraisense integra a IV Semana de Estudos da Consciência Negra de São Sebastião do Paraíso, entre 13 e 21 de novembro.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Região dos Amarais, em Campinas, dá exemplo de união pela educação

Educação no trânsito começa desde cedo. Uma das atividades na EE 31 de Março no domingo, 24 (Fotos José Pedro Martins)


Mensagens distribuídas durante o XII Abraço Educativo
Região Amarais: pela vida.

Algodão-doce, precisa dizer mais? O sabor da educação.

Roda de capoeira, a alma brasileira que ginga,
atração no XII Abraço Educativo Amarais

Roda de capoeira encantando e expondo a alma brasileira, coral da Terceira Idade do Centro de Saúde da Família da região, oficina de circo, apresentações musicais e culturais diversas, Comissão de Direitos Humanos da OAB-Campinas divulgando os direitos do cidadão, alunos de enfermagem da Unicamp falando sobre saúde, corte de cabelo gratuito, garotada se divertindo com pula-pula, algodão doce e pintura de rosto, comes e bebes e artesanato em geral. E mais, muito mais.
A manhã nublada de domingo, 24 de outubro de 2010, foi cheia de vida na Escola Estadual 31 de Março, no Jardim Santa Mônica. Foi a XII edição do Abraço Educativo da Região Amarais, evento que simboliza o grande esforço que essa comunidade de tantos desafios sociais vem fazendo para promover a causa mais bela, a causa da educação. Um exemplo de como a mobilização social vem avançando na Região Metropolitana de Campinas (RMC) nos últimos anos.
O Abraço Região Amarais nasceu de uma ação em 1999 em parceria entre a EE 31 de Março e a União Cristã Feminina, sua vizinha. "Duas organizações, um só desafio: estimular moradores, instituições e serviços, existentes na comunidade, a vivenciarem o processo, de elaboração e execução, de ações coletivas rompendo o paradigma da solidão institucional e vislumbrando um futuro trabalho em rede", explica Elaine Renata Alves do Carmo, coordenadora da União Cristã Feminina.
Neste período, o Abraço mobilizou a Região Amarais com temas anuais como "Criatividade", "Abrace nosso bairro" e "Conservação do meio ambiente, preservação da vida". Desde 2008 o Abraço foi fortalecido em função da participação da EE 31 de Março, UCF e várias outras organizações da região no Projeto Além das Letras, ligado ao Programa pela Educação em Tempo Integral, do Fundo Juntos pela Educação.
O propósito do Programa é estimular a formação de redes locais de ensino aprendizagem, de modo que as crianças e adolescentes de regiões de vulnerabilidade social possam ter educação o tempo todo. Um período na escola, o outro em uma ONG, uma praça fazendo esporte ou outra atividade semelhante. O Programa completa quatro anos e meio e propiciou a articulação de redes locais de educação em Campinas (além dos Amarais, distrito de Sousas, região do Castelo Branco, Satélite Íris I e região Campo Belo) e três municípios da Paraíba (João Pessoa, Lucena e Santa Rita). O Fundo Juntos pela Educação é composto por Instituto Arcor Brasil, Instituto C&A e VITAE. O Programa pela Educação em Tempo Integral teve apoio técnico da Fundação FEAC, de Campinas.
O Abraço da Região Amarais se transformou, então, na Rede Abraço Amarais, que logo terá seu site na Internet. Também integram a Rede a EE Prof.Castinauta de Barros Mello e Albuquerque, Grupo Primavera, Associação Beneficente Direito de Ser, CRAS Espaço Esperança, Movimento Assistencial Espírita Maria Rosa e Associação Beneficente Campineira, entre outras organizações.
A Região dos Amarais tem uma rica história social em Campinas. Foi lá que aconteceu o Combate da Venda Grande, durante a Revolução Liberal de 1842. No século 20, a Região, que já tinha um aeroporto importante, passou a receber alguns dos centros de pesquisa e tecnologia de Campinas. Mas os desafios sociais permanecem, e iniciativas como o Abraço Educativo Região Amarais, agora Rede Abraço Amarais, apontam para novos horizontes.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estudo mostra mudanças no perfil da economia de São Sebastião do Paraíso e região

O Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) da Região do Médio Rio Grande mostra que o perfil da economia na região de São Sebastião do Paraíso passa por mudanças significativas. O estudo, preparado pela Fundação de Ensino Superior de Passos, mostra que a Região do Médio Rio Grande aumentou sua presença no PIB do estado de Minas Gerais, entre 2002 e 2006, de 2 para 2,5%.
Nesse período, Passos e São Sebastião do Paraíso diminuíram seu peso no conjunto da economia do Médio Rio Grande. Passos declinou sua participação no PIB regional de 24,1% para 20% e Paraíso de 17,1% para 15%. Parece haver, então, uma tendência de desconcentração das atividades econômicas. Os principais incrementos de participação foram de São José da Barra (de 5,8% para 10,2% do PIB regional) e São João Batista do Glória (de 6,1% para 10,1%). Ibirici aumentou sua participação no Produto Interno Bruto regional de 8,4% para 10,9%.
De acordo com o PDR da Região do Médio Rio Grande, café, milho e, de forma crescente, cana, somam 90% da área plantada nos 17 municípios. O produto mais tradicional da região, café, declinou a produção de 136 mil toneladas em 2000 para quase 100 mil em 2006 e 58 mil em 2007, com o patamar mais baixo em 2003, com 43 mil toneladas.
Por outro lado, a área plantada com milho cresceu de 45,8 mil hectares para 58 mil hectares entre 2000 e 2007. E a área plantada com cana avançou de 16,5 mil hectares para 19,6 mil hectares no período. Aumentos substanciais nas áreas plantadas com cana em Delfinópolis (1.800 para 4.340 hectares) e São Sebastião do Paraíso (400 para 2000 hectares).
O estímulo ao turismo regional é uma das alternativas econômicas promissoras, de acordo com o PDR. O entorno da represa de Furnas, o Circuito das Montanhas Cafeeiras e as festas como de Congadas são áreas que merecem maior investimento. O Plano também estipula o incremento dos Arranjos Produtivos Locais, de modo a agregar mais valor e aumentar a produtividade e geração de renda dos produtores locais, nas áreas de café, leite, cana, milho, mas também de fruticultura, psicultura, couros e têxteis, movelaria, mineração e material hospitalar.
A Região do Médio Rio Grande é composta pelos municípios de Capetinga, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Guapé, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Piunhi, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Sebastião do Paraíso e São Tomás do Aquino.

Região de Paraíso, no Médio Rio Grande, terá 360 mil habitantes em 2020 e vida mais urbana

A Região do Médio Rio Grande, composta por São Sebastião do Paraíso e outros 16 municípios, terá quase 360 mil habitantes (exatos 357.547, na previsão) em 2020. A estimativa está contida no Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) da Região do Médio Rio Grande, trabalho executado pela Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), contratada pelo Consórcio Intermunicipal do Médio Rio Grande - CIMEG. O Consórcio foi constituído a partir da iniciativa do governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional e Política Urbana (SEDRU), de apoiar a Associação dos Municípios do Médio Rio Grande.
Os dados populacionais do PDR da Região do Médio Rio Grande, assim como de todas regiões do Brasil, obviamente serão modificados, inclusive em suas estimativas, em função dos resultados do Censo 2010. Entretanto, as projeções incluídas no PDR (de 2009) produzido pela Fundação de Ensino Superior de Passos são um ótimo indicador das tendências verificadas em toda a região do Sudoeste de Minas Gerais.
A previsão de 357.547 moradores em 2020, contra 343.104 em 2008, considerou um crescimento da média anual da população na região de 0,53%, abaixo da média estadual, de 1,07%, verificadas no período 2000-2007. A população na região cresce, portanto, muito menos do que outras áreas de Minas Gerais. Em 1970 a população na região do Médio Rio Grande era de 205.793 moradores.
Outra tendência muito importante comprovada pelo estudo da Fundação de Ensino Superior de Passos é a da urbanização cada vez maior na região. Em 1970, 57% dos moradores da região viviam na zona urbana, e em 2000 já eram 83% dos habitantes vivendo na zona urbana, e somente 17% na zona rural. Em alguns municípios a mudança foi ainda mais drástica. Em São Tomás do Aquino, 37% apenas dos moradores viviam na zona urbana em 1970, e em 2000 já eram 74% vivendo na zona urbana. Em 2000, o maior índice de urbanização era o de Itaú de Minas (97% morando na zona urbana) e o menor em Guapé (46% na zona urbana).
A Região do Médio Rio Grande é composta pelos municípios de Capetinga, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Guapé, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Piunhi, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Sebastião do Paraíso e Santo Tomás do Aquino.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

HISTÓRIA EM FOCO EM SANTA BÁRBARA D´OESTE

Estação ferroviária de Santa Bárbara D´Oeste foi restaurada pela Fundação Romi, que transformou o local em centro cultural, com dinâmica programação. A cidade valoriza e protege a sua história. (Ver mais em DOS OLHARES)